Exército israelita recomenda suspensão de ajuda da Jordânia após ataque
"Devido a este ataque, (...) o chefe do Estado-Maior (...) aconselhou, ao nível político, à suspensão da entrada de ajuda humanitária da Jordânia até à conclusão da investigação sobre o incidente, e à adoção de procedimentos de controlo revistos para os motoristas jordanos", indicou um comunicado militar.
Dois cidadãos israelitas foram hoje mortos a tiro por um agressor que abriu fogo do lado israelita da ponte Allenby, segundo as autoridades israelitas.
A Jordânia condenou o ataque, anunciou a abertura de uma investigação e afirmou que o autor do ataque foi um cidadão jordano que conduzia um camião com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.
O Exército israelita declarou que o atacante foi "neutralizado".
As vítimas foram dois homens, de 20 e 60 anos, segundo o Magen David Adom, o equivalente israelita da Cruz Vermelha, que afirmou que, após baleados, sucumbiram aos ferimentos. O Exército indicou mais tarde que eram soldados.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros jordano declarou num comunicado que as autoridades tinham iniciado uma investigação e identificado o suspeito como Abdel Mutaleb al-Qaissi, de 57 anos, "um civil que trabalhava há três meses como motorista para entregar ajuda a Gaza".
A Jordânia condenou o ataque, classificando-o como "uma ameaça aos interesses do reino e à sua capacidade de encaminhar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza".
Antes de as autoridades jordanas condenarem o ataque, um porta-voz da segurança afirmara: "Os israelitas fecharam o outro lado, ao passo que a ponte continua aberta do lado jordano. Isto aconteceu fora das nossas fronteiras".
Um fotojornalista da agência de notícias francesa AFP relatou que a polícia israelita bloqueou também a estrada que conduz ao posto fronteiriço, provocando um engarrafamento.
De acordo com a estação televisiva israelita Canal 12, o agressor também esfaqueou pessoas. Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma faca manchada de sangue e uma arma de fogo por terra.
Ainda segundo o Canal 12, o homem seguia ao volante de um camião que transportava ajuda para a Faixa de Gaza, palco de uma guerra que já fez mais de 65.000 mortos, na maioria civis, desencadeada por um ataque sem precedentes realizado pelo movimento islamita palestiniano Hamas em Israel horas antes, no mesmo dia, 07 de outubro de 2023, fazendo cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.
"Ataque terrorista humanitário", comentou na rede social X o ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, de extrema-direita.
Em setembro de 2024, um motorista jordano matou a tiro três guardas israelitas no mesmo posto de passagem, antes de ser morto.
Esta passagem, situada no vale do Jordão, é a única que permite aos palestinianos da Cisjordânia sair do território sem ter de passar por Israel, que ocupa a Cisjordânia desde 1967.
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