Exército israelita aprova regras para integrar judeus ultraortodoxos

Fevereiro 3, 2026 - 19:00
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Exército israelita aprova regras para integrar judeus ultraortodoxos

O exército indicou que a ordem estabelece orientações específicas para o serviço de membros da comunidade ultraortodoxa, tendo em conta o "caráter e a natureza do serviço militar" e o "caráter único" desta população, de acordo com um comunicado.

 

O objetivo é permitir que os soldados ultraortodoxos mantenham a fé e vivam de acordo com convicções religiosas no âmbito das estruturas de serviço criadas para esse efeito.

Os regulamentos definem adaptações em várias áreas, incluindo atividades sociais e conteúdos educativos, bem como estruturas organizadas por género.

Segundo as novas regras, os recrutas ultraortodoxos serão integrados em três modelos distintos, a incluir equipas segregadas por género, unidades de género único com comandantes de estilo de vida religioso e unidades integralmente religiosas, sujeitas a aprovação individual do chefe do Estado-Maior.

O ministro da Defesa israelita classificou a decisão como um "passo histórico e significativo" para o reforço da segurança do Estado.

Israel Katz afirmou que a portaria foi preparada com o compromisso de preservar plenamente o estilo de vida, a fé e os valores da comunidade ultraortodoxa, numa mensagem divulgada nas redes sociais.

O ministro manifestou ainda confiança de que os membros desta comunidade poderão desempenhar um "papel substancial e significativo" no esforço de defesa do país, num contexto marcado pela guerra na Faixa de Gaza.

Katz sublinhou que as Forças de Defesa de Israel vão continuar a operar num espírito de respeito mútuo, garantindo que todos os que optarem por servir o façam com sentido de pertença e contributo efetivo.

A medida visa aumentar o número de recrutas nas Forças Armadas israelitas, embora os membros da comunidade haredi continuem, em princípio, isentos do serviço militar obrigatório por motivos religiosos.

O Governo israelita trabalha em soluções para alargar esse regime, na sequência de uma decisão de 2025 do Supremo Tribunal de Israel, que considerou ilegal a isenção geral dos ultraortodoxos do serviço militar obrigatório.

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