Exército da Somália mata 15 jiadistas da Al Shabab numa operação antiterrorista
De acordo com um comunicado hoje divulgado, as forças armadas somalis efetuaram "operações de segurança planificadas" na zona de Moora Gaabey, situada a cerca de 30 quilómetros a noroeste da cidade de Hudur, capital administrativa da região de Bakool, precisou o Ministério da Defesa.
A operação centrou-se em "esconderijos utilizados por elementos da milícia Al Shabab, que resultou na eliminação de 15 militares, incluindo três altos comandos que participaram diretamente em atos de violência contra a população civil da zona".
Esta operação visou "desmantelar as redes terroristas e garantir a paz, a segurança e a proteção do povo somali", assinala o comunicado, acrescentando que as operações continuarão até que "se garanta plenamente a paz e a estabilidade duradouras em todo o país".
A Somália intensificou as operações militares contra a Al Shabab desde que o presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou em agosto de 2022 uma "guerra total" contra os terroristas.
Desde então o exército, apoiado por várias missões da União Africana (UA), efetuou múltiplas ofensivas contra o grupo, por vezes com a colaboração militar dos Estados Unidos e da Turquia em bombardeamentos aéreos.
A AL Shabab, grupo afiliado desde 2012 à rede terrorista Al Qaeda, comete frequentes atentados para tentar derrubar o Governo central, apoiado pela comunidade internacional, e instaurar um estado islâmico ultraconservador wahabista.
O grupo jiadista controla zonas rurais do centro e do sul da Somália, e ataca também países vizinhos como o Quénia e a Etiópia.
A Somália vive em conflito e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohamed Siad Barre, o que deixou o país sem governo efetivo e nas mãos de milícias islamistas e 'senhores da guerra'.
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