Ex-ministro dos Direitos Humanos brasileiro acusado de importunação sexual
A mesma fonte, citada pela agência de notícias Associated Press, pediu para não ser identificada por não estar autorizada a falar publicamente sobre o caso.
O Ministério Público vai agora decidir se acusa Almeida e, caso o faça, cabe ao Supremo Tribunal Federal rejeitar ou aceitar a acusação. Em caso positivo, o ex-ministro enfrenta julgamento.
A imprensa local informou que a polícia acusou formalmente o ex-ministro na sexta-feira. Silvio Almeida não reagiu desde então, embora tenha negado anteriormente as acusações.
O Presidente do Brasil, Lula da Silva, demitiu Almeida em setembro, depois de o MeToo Brasil, uma organização que defende mulheres vítimas de violência sexual, declarar ter recebido denúncias de má conduta sexual por parte do ex-ministro.
A imprensa citou como uma das supostas vítimas a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, tendo a responsável saudado a decisão de Lula.
Anielle Franco entrou na política após a morte da irmã Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018 e com atividade política dedicada à defesa dos direitos humanos e à luta contra os grupos criminosos que controlam as favelas do Rio de Janeiro.
As acusações contra Silvio Almeida foram um golpe para o Governo Lula. Professor de direito, Almeida, negro, era uma das pessoas mais expressivas do Governo do líder de esquerda contra o racismo, ao lado de Franco.
Isabel Rodrigues, professora no estado de São Paulo, disse no ano passado que Almeida a agrediu sexualmente. "Ainda há um longo caminho a percorrer antes de se chegar a uma justiça efetiva neste caso", reagiu no sábado no Instagram.
"Como vítima, tenho algo a dizer: não larguem as mãos das mulheres", acrescentou.
Mais de uma em cada três mulheres no Brasil foi vítima de violência sexual ou de género ao longo de um ano, de acordo com um relatório de 2025 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Trata-se do maior número desde o início dos registos, em 2017, e, desde então, todas as formas de violência contra as mulheres têm aumentado.
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