Ex-FC Porto denuncia Anadia: "Fui desrespeitado enquanto profissional"
Diogo Viana recorreu, esta quarta-feira, às redes socias para dar conta do seu descontentamento com a forma como o Anadia, do Campeonato de Portugal, rescindiu unilateralmente o contrato que ligava as duas partes.
Num longo texto, o extremo português, de 35 anos, começou por lamentar a passagem pelo clube da AF Aveiro, afirmando que sentiu-se pela primeira vez "totalmente desrespeitado enquanto pessoa e profissional."
Diogo Viana revelou ainda que o Anadia não apresentou "qualquer justificação para o efeito", salientando que o conflito poderá traduzir-se num "precedente grave que nenhum futebolista pode aceitar na defesa da sua profissão".
Na carreira profissional, Diogo Viana, defesa-direito de posição, já passou por clubes como o FC Porto, VVV-Venlo (Países Baixos), Aves, Penafiel, Gil Vicente, Litex Lovech, CSKA Sofia (ambos da Bulgária, Belenenses, B-SAD, Sporting de Braga. Feirense, Arges Pitesti (Roménia), Farense e Trofense.
Confira a mensagem na íntegra.
"Na minha carreira desportiva já passei por clubes de grande, média e pequena dimensão, em Portugal e no estrangeiro, fui capitão em três deles e sub capitão noutros tantos , orgulhando-me de ter sido sempre tratado com respeito e reconhecimento por aquilo que sou, enquanto pessoa e profissional. Dei sempre tudo de mim ao serviço dos emblemas que representei. Onde até hoje fui feliz em todos eles"
"A minha passagem pelo Anadia não correu, infelizmente, como desejava. Pela primeira vez na minha carreira desportiva senti-me totalmente desrespeitado enquanto pessoa e profissional. Faço esta comunicação para tornar público que o Presidente do Anadia FC SAD Vitor Raposo e o Diretor desportivo André Nogueira decidiram pôr termo ao meu contrato de trabalho, sem qualquer justificação para o efeito, o que me levou a recorrer aos tribunais para a resolução da questão. Nunca na minha carreira tinha sido confrontado com uma situação deste tipo, marcada pelo total desprezo pelos meus direitos, mas acima de tudo, por um precedente grave que nenhum futebolista pode aceitar na defesa da sua profissão. Quero informar que sou, neste momento, um jogador livre e que já iniciei as diligências judiciais necessárias para a reivindicação dos meus direitos, após ter sido alvo deste despedimento sem justa causa.
"Nesta minha luta pelo respeito e dignidade que mereço, conto igualmente com o apoio do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e, em particular, do seu Presidente, Joaquim Evangelista, que desde a primeira hora tem estado a acompanhar o meu processo. Sigo confiante e ciente de que voltarei a ser feliz a fazer o que mais gosto. Obrigado a todos os que nos últimos dias me têm manifestado o seu apoio, especialmente ao meu advogado José Miguel Sampaio e Nora @zemiguelnora que nunca me deixou cair e luta pela verdade desportiva sempre. Diogo Viana", pode ler-se na mensagem publicada no Instagram.
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