EUA saúdam a aprovação pela ONU de nova força internacional para o Haiti

Outubro 2, 2025 - 11:00
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EUA saúdam a aprovação pela ONU de nova força internacional para o Haiti

"Os Estados Unidos aplaudem a adoção da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que transforma a Missão Multinacional de Apoio à Segurança no Haiti (MSS) numa Força de Supressão de Gangues (GSF) e que autoriza o estabelecimento de um Escritório de Apoio das Nações Unidas no Haiti (UNSOH)", afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

 

Rubio previu que o GSF "abordará os desafios imediatos de segurança do Haiti e abrirá caminho para a estabilidade a longo prazo".

"Aplaudimos os esforços do Quénia e de todos os países mobilizados no âmbito do MSS para lidar com a insegurança generalizada no Haiti", declarou o responsável norte-americano, antes de sublinhar que a nova força "evoluirá para um modelo internacional de partilha de responsabilidades com recursos suficientes para combater os gangues".

"A mensagem do Conselho de Segurança é clara: a era de impunidade para aqueles que procuram desestabilizar o Haiti acabou", enfatizou Rubio.

"Os Estados Unidos continuam empenhados em trabalhar com as partes internacionais interessadas em apoiar o caminho do Haiti rumo à paz, à estabilidade e à governação democrática. Apelamos a todas as nações para que se juntem a nós neste esforço crucial", concluiu Rubio.

A resolução, aprovada na terça-feira com doze votos a favor e três abstenções - China, Rússia e Paquistão - estabelece um período inicial de doze meses para a GSF.

O presidente de transição do Haiti, Laurent Saint-Cyr, saudou a decisão e descreveu-a como um "ponto de viragem decisivo" no combate aos grupos armados que "ameaçam o futuro" do país das Caraíbas, segundo um comunicado divulgado pela Presidência haitiana.

No início de 2024, uma onda de violência abalou o Haiti, levando o então primeiro-ministro Ariel Henry a se demitir. Desde então, o Haiti criou um Conselho Presidencial de Transição para pacificar o país e um Conselho Eleitoral provisório para organizar eleições. A onda de insegurança no país provocou uma crise humanitária, com quase 1,3 milhões de deslocados internos.

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