EUA e países europeus alertam para "vazio de segurança" e risco do EI

Janeiro 27, 2026 - 22:00
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EUA e países europeus alertam para "vazio de segurança" e risco do EI

"Reafirmamos a necessidade de manter e concentrar os esforços coletivos na luta contra o Daesh (acrónimo árabe para o Estado Islâmico). Apelamos a todas as partes para que evitem qualquer vazio de segurança dentro e à volta dos centros de detenção do Daesh", declararam representantes dos quatro países.

 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros francês e do Reino Unido, Jean-Noël Barrot e Yvette Cooper, a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Serap Güler, e o enviado especial norte-americano para a Síria, Tom Barrack, estiveram hoje reunidos e anunciaram que vão convocar um encontro, "o mais rapidamente possível", da Coligação Internacional contra o Estado Islâmico.

Na declaração, os representantes dos Estados Unidos e dos países europeus apelaram às partes em conflito para que "cheguem rapidamente a um acordo sobre um cessar-fogo permanente".

Nesse sentido, insistiram na necessidade de negociações urgentes, com vista à "integração pacífica e duradoura do nordeste da Síria num Estado sírio unificado e soberano que respeite e proteja eficazmente os direitos de todos os seus cidadãos".

A ofensiva bem-sucedida lançada pelas tropas do Governo de Damasco e os seus aliados contra territórios anteriormente controlados pela coligação das Forças Democráticas da Síria (FDS), liderada pelos curdos, trouxe incerteza sobre a segurança de campos e prisões no nordeste do país, que concentram milhares de jihadistas do Estado Islâmico e as suas famílias desde 2019.

Para evitar fugas e o potencial ingresso de jihadistas nas fileiras do Estado Islâmico, que se mantém ativo na Síria, os Estados Unidos começaram a transferir prisioneiros, incluindo europeus, para o vizinho Iraque.

Os militares norte-americanos indicaram que pretendem transferir até 7.000 suspeitos de pertencerem à organização.

O grupo terrorista recuperou força desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, e a instalação em Damasco do Governo do atual Presidente de transição, Ahmad al-Sharaa, um antigo jihadista que é agora apoiado pela comunidade internacional e que aderiu à Coligação contra o Estado Islâmico.

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido realizaram ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria nas últimas semanas para impedir, segundo Paris, um ressurgimento da organização, que conseguiu controlar um vasto território entre a Síria e o Iraque durante a década de 2010, antes de ser derrotada pela coligação internacional em 2019.

O Governo sírio e as FDS acordaram no sábado prolongar por mais 15 dias um cessar-fogo, mas ambos os lados acusam-se mutuamente de violações desde então.

Em causa está a transferência das regiões que se mantinham sob controlo das FDS para as autoridades de Damasco e a integração dos seus dirigentes e combatentes na administração central.

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