EUA designam facções da Irmandade Muçulmana como terroristas

Janeiro 13, 2026 - 19:00
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EUA designam facções da Irmandade Muçulmana como terroristas

A decisão surgiu na sequência de uma ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em novembro passado, que instruía o Governo a avançar com a classificação do movimento devido aos alegados laços com o movimento islamita palestinianos Hamas.

 

"Os Estados Unidos vão utilizar todos os recursos disponíveis para privar estas fações da Irmandade Muçulmana dos meios necessários para se envolverem ou apoiarem o terrorismo", afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, num comunicado.

O Departamento de Estado anunciou a designação da Irmandade Muçulmana no Líbano e do secretário-geral, Muhammad Fawzi Taqqosh, acusando-os de alinhamento com o Hamas e com o movimento xiita libanês Hezbollah.

Segundo Washington, a fação libanesa reativou as forças Al-Fajr e lançou foguetes contra o norte de Israel após os ataques do Hamas de 07 de outubro de 2023.

As autoridades norte-americanas alegaram ainda que o Exército libanês desmantelou, em julho de 2025, um campo de treino militar secreto que envolvia militantes do Hamas e da Irmandade Muçulmana libanesa.

O Governo de Trump sancionou igualmente as fações da Irmandade Muçulmana no Egito e na Jordânia por alegado "apoio material ao Hamas".

A designação implica o bloqueio de todos os bens e interesses das entidades e indivíduos visados que se encontrem sob jurisdição dos EUA.

A medida proíbe também cidadãos e empresas norte-americanas de manterem qualquer tipo de relação comercial ou financeira com os sancionados.

Em 24 de novembro, Donald Trump tinha assinado uma ordem executiva que instruía os secretários de Estado e o do Tesouro, Scott Bessent, a elaborarem um relatório sobre a eventual designação da Irmandade Muçulmana como organização terrorista.

O documento previa igualmente que, caso as conclusões o justificassem, fosse formalizada a classificação agora anunciada.

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