EUA apelam à contenção face a escalada da violência no Iémen
"Pedimos contenção e esforços diplomáticos contínuos, com o objetivo de alcançar uma solução duradoura", afirmou Marco Rubio em comunicado.
"Agradecemos aos nossos parceiros, o Reino da Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, pela sua liderança diplomática", acrescentou.
As ações dos separatistas do Iémen têm pressionado a relação entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, que mantêm relações próximas e são membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mas também competem por influência e negócios internacionais nos últimos anos.
O Governo iemenita reconhecido internacionalmente, que combate os rebeldes islamitas Huthis, solicitou hoje "medidas militares" da coligação liderada pela Arábia Saudita para apoiar as suas forças no território recentemente tomado por separatistas.
As autoridades, informou a agência noticiosa oficial Saba, fizeram este pedido a Riade para "proteger civis inocentes na província de Hadramawt e ajudar as forças armadas a restabelecer a calma".
Os separatistas do Conselho de Transição do Sul (STC) tinham acusado anteriormente Riade de atacar as suas posições.
Mais de 15.000 combatentes iemenitas apoiados pela Arábia Saudita estão concentrados em zonas ao longo da fronteira com o Iémen desde que separatistas se apoderaram de vastos territórios no mês passado, segundo indicou hoje um responsável iemenita.
"Não recebemos quaisquer instruções militares que nos ordenem avançar", indicou à agência de notícias France-Presse (AFP) aquele responsável militar, que pediu para não ser identificado.
As zonas onde estas forças foram destacadas situam-se na orla dos territórios tomados nas últimas semanas por um movimento separatista apoiado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU).
Os separatistas iemenitas avisaram hoje que os ataques de que são alvo, atribuídos à Arábia Saudita, não os vão afastar do objetivo de "restaurar os direitos" das populações do sul.
Os separatistas do sul do Iémen acusaram a Arábia Saudita de ter atacado as forças, com bombardeamentos aéreos, após terem ordenado a retirada das províncias tomadas recentemente.
A agência de notícias Associated Press (AP) indicou não ser claro se houve feridos nos ataques, que aumentaram a tensão na região, pondo em risco a coligação liderada pela Arábia Saudita que luta contra os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, no norte do país há uma década.
Na quinta-feira, a Arábia Saudita instou os separatistas apoiados pelos EAU no sul do Iémen a retirarem-se dos dois novos governos que agora controlam.
Os que estão alinhados com o Conselho têm hasteado cada vez mais a bandeira do Iémen do Sul. Os manifestantes reuniram-se na quinta-feira na cidade portuária de Áden, no sul do país, para apoiar as forças políticas que pedem que o Iémen do Sul se separe novamente do Iémen, à semelhança do período 1967-1990.
Após a captura da capital do Iémen, Sana, e de grande parte do norte do país pelos Huthis, em 2014, Áden tornou-se a sede do poder do governo internacionalmente reconhecido e das forças alinhadas contra os rebeldes.
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