"Este Orçamento passou, pode ser difícil fazer passar o próximo"
Num jantar-comício na Guarda, com centenas de apoiantes, no âmbito da campanha para as presidenciais de 18 de janeiro, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP voltou a invocar a sua "vida política passada a fazer entendimentos", prometendo que, se for eleito para Belém, tudo fará para garantir a estabilidade.
"Este Orçamento passou, mas já começam os sinais que pode ser difícil fazer passar e viabilizar o próximo. Quero que saibam a minha opinião: o país não pode viver com eleições de ano a ano, de dois em dois anos, tem de cumprir as regras da Constituição", afirmou.
Marques Mendes defendeu que os executivos devem poder "governar quatro anos" para poderem "planear, lançar projetos e apresentar resultados".
"Garantir a estabilidade não é uma vantagem para os políticos, mas para as pessoas, sobretudo, as mais frágeis da nossa sociedade", afirmou.
O candidato admitiu que tem ouvido muitos desabafos nesta campanha, sobretudo de pessoas que trabalharam "uma vida inteira e têm pensões de miséria".
"Há alguns em Portugal que acham que aumentar pensões é algo que, estatisticamente, dá cabo das finanças públicas e nós temos de dizer a essas pessoas com muita firmeza: nenhum de nós quer colocar em causa as finanças públicas do país, mas queremos dar atenção a milhões de pessoas de carne e osso que trabalharam a vida inteira e precisam de um mínimo de solidariedade da parte do Estado nos últimos anos da sua vida", apelou.
Mendes reiterou o compromisso de que, se for eleito, a sua primeira presidência aberta será dedicada ao interior, nas regiões da Beira e Trás-os-Montes, subordinada aos temas da educação e emprego.
Antes dos discursos, o candidato teve direito a ouvir as janeiras cantadas ao vivo e até subiu ao palco com a mulher para ouvir quadras personalizadas: "Neste dia especial vamos todos dar as mãos e o dr. Marques Mendes vai ganhar esta eleição".
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República. A campanha eleitoral decorre até 16 de janeiro.
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