Estado de calamidade? Autarcas propõem que mais concelhos sejam incluídos
Em comunicado, os autarcas socialistas defendem que devem ser incluídos na lista de concelhos abrangidos outros municípios e freguesias que, "tendo sido afetados pela tempestade de forma não tão nefasta quanto os territórios abrangidos pelo diploma, também registaram e registam prejuízos - em muitos casos avultados - nos seus equipamentos e infraestruturas básicas".
"Exigem-se medidas e programas ajustados a estas realidades de territórios fustigados em menor escala, que não se enquadram na malha do diploma em vigor", lê-se, no comunicado.
O diploma aprovado pelo executivo prevê a declaração de situação de calamidade em 68 concelhos.
A associação defendeu a necessidade de apoiar a estrutura de missão, "junto do Governo, no sentido de conseguir obter respostas da Administração Central com maior celeridade, eficácia e abrangência".
No comunicado, os autarcas socialistas expressam condolências às famílias enlutadas e manifestam solidariedade para com as populações afetadas, agradecendo aos autarcas "de todas as forças políticas, pelo seu envolvimento, empenho e dedicação" que foram "muito para além da esfera das suas competências estritamente legais".
Quanto a medidas a adotar, a associação de autarcas socialistas disse ainda acompanhar as propostas apresentadas pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, na defesa da ativação do mecanismo extraordinário de "apoio às autarquias para a reposição de infraestruturas essenciais" e para a "flexibilização dos limites de endividamento das autarquias".
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência da passagem da depressão Kristin, na semana passada. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos que registaram mais estragos, como a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, entre outros danos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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