Eslovénia pede a Pequim para usar influenciar Rússia a cessar ataques

Setembro 13, 2025 - 16:00
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Eslovénia pede a Pequim para usar influenciar Rússia a cessar ataques

As declarações de Fajon, antiga eurodeputada, surgem no âmbito da visita do seu homólogo chinês, Wang Yi, que realiza hoje uma visita à Eslovénia.

 

Num comunicado emitido após um encontro entre os dois e citado pela agência noticiosa Efe, ambos destacaram a importância do multilateralismo nas relações internacionais e o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas.

"Estamos perante violações sem precedentes do direito internacional, especialmente do direito internacional humanitário e dos direitos humanos. Os acontecimentos em Gaza recordam-nos isso todos os dias", apontou a responsável eslovena.

A ministra registou que é necessário um trabalho conjunto para assegurar que o multilateralismo seja a base da ordem internacional e que o direito internacional não fique "apenas no papel".

Fajon considerou que a posição se sustenta em princípios e foi defendida no Conselho de Segurança da ONU.

Por sua vez, Wang Yi apontou que a China é um membro responsável da comunidade internacional que quer promover o diálogo e negociações de paz, acrescentando que o seu país não quer estabelecer uma alternativa às estruturas existentes no mundo.

Segundo a Efe, a ministra eslovena destacou a cooperação económica entre os dois países, que se reforçou nos últimos anos, em particular em áreas como investimentos, cultura, ciência ou educação.

Wang é hoje recebido pela Presidente da Eslovénia, Natasa Pirc Musar, e pelo primeiro-ministro, Robert Golob.

No passado dia 09 de setembro, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou, perante o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, que conta com a sua relação próxima com a Rússia para que seja possível "construir uma paz justa e duradoura" na Ucrânia.

"Não posso deixar de, em nome do Governo de Portugal, transmitir ao Sr. Presidente que contamos muito com o vosso contributo e a relação próxima que a China mantém com a Federação Russa para podermos, o mais rápido que seja possível, construir uma paz justa e duradoura na Ucrânia", afirmou Montenegro no início do encontro com Xi Jinping no primeiro dia de visita oficial à China.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já causou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado, em ofensivas com drones, alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.

Leia Também: Moscovo lança míssil e anuncia controlo de outra localidade ucraniana

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