Eslovénia interdita entrada no país do presidente demitido da República Sérvia
"O governo decidiu por unanimidade proibir a entrada de Milorad Dodik na Eslovénia", disse o vice-primeiro-ministro, Matej Arcon, durante uma conferência de imprensa, acrescentando que não podia divulgar os argumentos justificativos da decisão, porque são "secretos".
A comissão eleitoral da Bósnia demitiu Dodik em agosto, depois de um tribunal o ter condenado a um ano de prisão e interditado o exercício de qualquer cargo público durante seis anos, por desrespeito das decisões do Alto Representante internacional encarregado de garantir o respeito do acordo de paz neste país dos Balcãs assinado há cerca de 30 anos, em Dayton, nos EUA.
Dodik, de 66 anos, que dirige a República Sérvia desde 2006, evitou a prisão, através da sua conversão em multa, de cerca de 19 mil euros, e recusou abandonar o cargo.
A Eslovénia, que declarou em 1991 a sua independência da ex-Jugoslávia, que também integrava a Bósnia, foi o primeiro país deste antigo Estado a aderir à União Europeia e NATO em 2004.
Segundo o sítio noticioso privado N1, citando fontes anónimas, o argumento chave do governo esloveno foi a descoberta de "transferências de capitais" para ele e os seus aliados da entidade bósnias para a Eslovénia.
A Eslovénia é o quinto Estado da EU a impor a proibição de entrada a Dodik, depois da Alemanha, Áustria, Lituânia e Polónia.
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