Equipas de sabotagem russas podem atuar em breve na Polónia e culpar Kyiv
A Polónia é um dos principais aliados da Ucrânia, com a ajuda militar a passar pelos seus centros logísticos, lembrou o portal de notícias ucraniano Euromaidan na sua reportagem sobre a possível sabotagem.
Se a Rússia conseguir pressionar a Polónia para interromper o envio de ajuda, isso enfraqueceria as Forças Armadas ucranianas e daria vantagem aos ocupantes, pode ler-se.
O alerta foi avançado por Andrii Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação, e baseia-se em reportagens dos meios de comunicação russos que tentam transferir a responsabilidade por estas potenciais operações para Kyiv.
"Kyiv está a preparar uma operação encenada na Polónia com grupos de sabotagem alegadamente compostos por soldados de unidades especiais russas e bielorrussas", refere a agência de notícias estatal russa TASS.
A Rússia acusa frequentemente os outros de prepararem provocações, enquanto frequentemente planeia ou executa ela própria tais ações, sublinha o Euromaidan.
Antes da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, a propaganda russa alegava que a Ucrânia estaria a planear um ataque à Rússia.
Em 22 de fevereiro de 2022, a Rússia lançou a guerra, expondo as alegações de "provocações ucranianas" como falsas.
"O principal objetivo das operações de drones sobre os países da NATO e de uma possível incursão futura de grupos russos de sabotagem e reconhecimento é testar a resposta da Aliança e tentar influenciar as sociedades europeias. Querem assustar as pessoas e reduzir o apoio à Ucrânia. Não vai funcionar", frisou Kovalenko.
Em abril de 2025, o chefe do Serviço de Informações Estrangeiras da Rússia, Sergey Naryshkin, acusou a NATO de intensificar a atividade militar perto das fronteiras russas.
Alertou que a Polónia e os estados bálticos seriam os primeiros a sofrer em caso de guerra entre Moscovo e a Aliança Atlântica, da qual Portugal faz parte.
Naryshkin sublinhou em concreto que a Polónia e os países bálticos estavam a demonstrar uma agressividade particular.
Como exemplo, citou o alegado plano de Varsóvia para instalar cerca de dois milhões de minas antitanque ao longo das suas fronteiras com a Bielorrússia e o região russa de Kaliningrado.
O Euromaidan sublinhou ainda que a Polónia já tem enfrentado a ameaça da Rússia e que, em 2025, se registaram já ataques cibernéticos e de drones em massa.
Na madrugada de 10 de setembro, cerca de 19 drones russos entraram no espaço aéreo polaco, lembrou o portal de notícias.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou na altura que, no total, a Rússia lançou 92 drones em direção à Polónia, dos quais 73 foram abatidos pelas defesas aéreas ucranianas.
O portal ucraniano cita ainda o jornal alemão Bild, que noticiou que a NATO gastou pelo menos 1,2 milhões de euros para abater drones russos baratos que entraram em território polaco e que o custo de um único drone de ataque russo é de apenas alguns milhares de euros.
A Ucrânia combate os drones utilizando um sistema de defesa aérea que inclui unidades móveis de tiro que se deslocam em veículos para abater alvos, sistemas de guerra eletrónica (EW), helicópteros e aeronaves, detalhou o Euromaidan.
Recentemente, Volodymyr Zelensky propôs a criação de um "escudo aéreo" conjunto para combater os drones e mísseis russos.
A iniciativa prevê a combinação de recursos, capacidade de produção e armamento para que a região esteja mais protegida contra ameaças aéreas.
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