Empresa chinesa de IA estreia-se em Hong Kong com subida de 43%

Janeiro 9, 2026 - 09:00
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Empresa chinesa de IA estreia-se em Hong Kong com subida de 43%

As ações da MiniMax abriram a 235,4 dólares de Hong Kong (25,9 euros) por unidade, face ao preço de 165 dólares de Hong Kong (18,2 euros) que a empresa tinha fixado para a oferta inicial, e por volta das 10:00 (02:00 em Lisboa) continuavam a acelerar até subir quase 54%.

 

Com a venda de títulos -- na qual foi exercida uma opção de ampliação para satisfazer a procura dos investidores institucionais -- a tecnológica arrecadou o equivalente a cerca de 616 milhões de dólares (528 milhões de euros), que destinará à investigação e desenvolvimento (I&D) dos seus modelos e produtos de IA.

"Esperamos que o setor da IA progrida ao longo dos quatro anos tão rapidamente como o fez nos últimos quatro. Também trabalharemos para dar as nossas próprias contribuições ao longo desse caminho", garantiu o fundador e diretor executivo da empresa, Yan Junjie.

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A MiniMax junta-se assim a muitas outras tecnológicas chinesas que aproveitaram o interesse dos investidores pela ascensão da IA no país asiático para entrar em bolsa e pelo objetivo declarado de Pequim de apostar na autossuficiência tecnológica nos próximos anos, perante a guerra comercial com os Estados Unidos.

Na semana passada, a empresa de 'design' de chips de IA Biren Technology disparou quase 76% na sua estreia em Hong Kong, e em dezembro outras empresas relacionadas com processadores para essas tecnologias, Moore Threads e MetaX, registaram aumentos espetaculares de três dígitos após entrarem em bolsa em Xangai.

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Uma ação de literacia em inteligência artificial (IA), com foco na sensibilização para os riscos e uso responsável da tecnologia para cidadãos está prevista para o primeiro semestre deste ano, segundo o plano de ação da agenda nacional. Lusa | 11:03 - 08/01/2026

A MiniMax, fundada em 2021 por Yan -- ex-diretor de outra importante empresa chinesa de IA, a SenseTime -- opera o serviço de geração de vídeo Hailuo AI, rival do Sora da OpenAI, e modelos que também processam texto, áudio, imagens ou música, com mais de 200 milhões de utilizadores e com a China, Singapura e EUA como principais mercados.

Nos três primeiros trimestres de 2025, o volume de negócios da empresa disparou quase 175% até cerca de 53,4 milhões de dólares (45,8 milhões de euros), mas as perdas aumentaram 68% até cerca de 512 milhões (439 milhões de euros), uma situação de falta de rentabilidade que a maioria das empresas do setor atualmente enfrenta.

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