"Emocionante". Macron já falou com os dois presos libertados no Irão
"Foi muito emocionante para eles [cidadãos libertados] e para o Presidente. Eles agradeceram o seu empenho para garantir a sua libertação", disse Pierre Cochard à rádio RTL, reiterando que a França considera aqueles concidadãos "reféns de Estado" por parte de Teerão.
O Palácio do Eliseu confirmou que Macron acabara de "conversar por videoconferência com Cécile Kohler e Jacques Paris".
"Eles pediram-me para transmitir uma mensagem às suas famílias, mas também a todos aqueles que os apoiaram na França. Sem esse apoio, eles não teriam conseguido resistir", disse também o embaixador gaulês no Irão à rádio France Inter.
Kohler e Paris, há três anos e meio presos no Irão por espionagem, "saíram da prisão", anunciara terça-feira o presidente francês, Emmanuel Macron.
Condenados em meados de outubro a 20 e 17 anos de prisão, respetivamente, por espionagem para os serviços secretos franceses e israelitas, Kohler e Paris sempre proclamaram a sua inocência e eram os últimos dois cidadãos franceses oficialmente presos no Irão.
A diplomacia iraniana fez saber que os dois cidadãos franceses se encontram "em liberdade condicional" e foram "libertados sob fiança".
Cécile Kohler, uma professora de literatura de 41 anos, e Jacques Paris, um professor reformado de 72 anos, foram detidos a 07 de maio de 2022, no último dia de uma viagem turística ao Irão.
Foram encarcerados na secção 209, reservada a presos políticos, da prisão de Evin, em Teerão, antes de serem transferidos para outro centro de detenção em junho, durante a Guerra dos 12 Dias entre Israel e o Irão. A sua nova localização nunca foi divulgada.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês denunciou repetidamente as "condições de detenção desumanas", considerando-as "equivalentes a tortura", ao ponto de apresentar uma queixa contra a República Islâmica do Irão no Tribunal Internacional de Justiça "por violação do direito à proteção consular".
Com as luzes acesas 24 horas por dia, saídas de 30 minutos duas ou três vezes por semana e raras e breves chamadas para as famílias sob forte vigilância, os dois cidadãos franceses, que foram coagidos a "confissões forçadas" transmitidas pela televisão estatal iraniana alguns meses após a sua detenção, receberam apenas algumas visitas consulares.
Na última década, o Irão tem multiplicado a detenção de cidadãos ocidentais, particularmente franceses, geralmente sob a acusação de espionagem, a fim de os utilizar como moeda de troca para libertar iranianos presos em países ocidentais ou para obter concessões políticas.
Pelo menos 20 ocidentais estarão ainda detidos, segundo fontes diplomáticas.
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