Em lágrimas, Robertson lembra Diogo Jota: "Sei que está a sorrir por mim"
A Escócia apurou-se, na noite desta terça-feira, para o Campeonato do Mundo de 2026, depois do triunfo por 4-2 sobre a Dinamarca, de Victor Froholdt e Morten Hjulmand. 28 anos após a última presença, os escoceses vão a um Mundial.
Um dos integrantes deste jogo disputado em Glasgow foi Andy Robertson. O capitão escocês fez questão de lembrar o amigo Diogo Jota, que morreu no passado mês de julho num grave acidente de viação em Espanha, juntamente com o irmão André Silva.
"É diferente [das conquistas no Liverpool]. Acho que consegui esconder bem, mas hoje estou destroçado. Sei que, na idade em que estou agora, esta pode ser a minha última oportunidade de disputar um Mundial. Não consegui tirar o meu amigo Diogo Jota da cabeça hoje", começou por dizer o esquerdino, em declarações à estação televisiva britânica BBC.
"Falámos tanto, juntos, sobre o Mundial. Ele perdeu o Mundial do Qatar devido a uma lesão, eu perdi porque a Escócia nunca chegou lá. Sempre discutimos como seria ir a este Mundial, e sei que ele estará algures a sorrir por mim. Não o consegui tirar da minha cabeça o dia todo. Eu estava arrasado mais cedo. Mas acho que escondi bem dos rapazes e estou muito feliz que tenha acabado assim", prosseguiu o esquerdino.
"Vamos para o Mundial, não consigo acreditar. Esta pode ser a minha última oportunidade de chegar ao Mundial. Mal posso esperar para voltar a Liverpool e beber um vinho tinto com o teu pai! É incrível. O discurso do treinador antes do jogo foi inacreditável. Ele relembrou os grandes momentos ao longo dos anos, como a Sérvia e a Ucrânia", vincou ainda.
"Depois disse: ´Vamos fazer mais um'. Os rapazes ficaram bastante emocionados. Fazer isto por ele, pela equipa técnica e pelas nossas famílias... uma das melhores noites da minha vida", finalizou o jogador do Liverpool.
"O estrangeiro mais britânico que conheci"
Depois de saber da morte do antigo companheiro de equipa no Liverpool, Andy Robertson deixou uma publicação nas redes sociais que emocionou toda a gente.
"Os que mais me preocupam neste momento são os familiares. A perda deles é demasiado grande para aguentar. Lamento imenso que tenham perdido duas almas tão preciosas - o Diogo e o André. Para a equipa e para o clube, vamos tentar ultrapassar isto em conjunto... por muito tempo que isso demore. Para mim, quero falar do meu companheiro. Do meu companheiro. O tipo que eu amava e de quem vou sentir muitas saudades", escreveu então o escocês.
"Ele era o jogador estrangeiro mais britânico que já conheci. Costumávamos brincar que ele era realmente irlandês... Eu tentava reivindicá-lo como escocês, obviamente. Até o chamava de Diogo MacJota. Assistíamos aos jogos de dardos juntos, gostávamos das corridas de cavalos. Ir a Cheltenham nesta temporada foi um dos melhores momentos que tivemos. Não acredito que nos estamos a despedir. É demasiado cedo, e dói muito. Mas obrigado por estares na minha vida, companheiro - e por a teres tornado melhor. Amo-te, Diogo", vincou.
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