Elon Musk anuncia que algoritmo do X será aberto a partir desta semana
Esta medida surge após uma série de controvérsias que envolveram a plataforma relacionadas com a geração de imagens explícitas com Inteligência Artificial (IA) a pedido dos utilizadores, incluindo nudez de menores.
Após denúncias de utilizadores e instituições, como a União Europeia, que ordenou à plataforma que conservasse toda a documentação até ao final do ano, Musk tomou a decisão de tornar público o novo algoritmo para dar mais transparência à rede social.
Numa mensagem publicada no X, Elon Musk esclareceu que esta medida "será repetida a cada quatro semanas, com notas completas para os programadores para os ajudar a ver o que mudou".
We will make the new 𝕏 algorithm, including all code used to determine what organic and advertising posts are recommended to users, open source in 7 days.
This will be repeated every 4 weeks, with comprehensive developer notes, to help you understand what changed. — Elon Musk (@elonmusk) January 10, 2026
No entanto, não é a primeira vez que o magnata tenta tornar público o código aberto do X, uma vez que em 2023, meses depois de assumir o comando da plataforma, divulgou um código que não foi muito revelador, embora tenha sido descoberto que as publicações de Musk tinham uma categoria própria, juntamente com republicanos, democratas e "utilizadores avançados".
Depois disso, os engenheiros da plataforma defenderam que era para "rastrear estatísticas", embora posteriormente tenham eliminado essa secção do algoritmo.
Comissão Europeia pressiona X
A presidente da Comissão Europeia avisou hoje o empresário norte-americano Elon Musk, dono da rede social X e da funcionalidade de inteligência artificial Grok, que "se não agir, a União Europeia irá fazê-lo".
"Estou chocada com o facto de uma plataforma tecnológica estar a permitir que utilizadores dispam digitalmente mulheres e crianças 'online'. Este comportamento é impensável e os danos causados por estes 'deepfakes' [conteúdos de multimédia produzidos por manipulação informática] são muito reais", afirmou Ursula von der Leyen.
Em declarações a um pequeno grupo de jornalistas europeus em Bruxelas, incluindo a Lusa, após uma polémica relacionada com o Grok, a responsável avisou: "Se não agirem, agiremos nós".
Von der Leyen adiantou que a UE "não irá externalizar a proteção das crianças e o consentimento" para Silicon Valley (EUA), onde estão sediadas as gigantes tecnológicas norte-americanas.
Na passada quinta-feira, a Comissão Europeia anunciou que ia investigar casos de imagens sexuais de menores geradas pelo Grok, o 'chatbot' de inteligência artificial integrado na rede social X, na sequência da introdução de uma funcionalidade que permite conteúdos manipulados ('deepfake').
Em agosto de 2024, a UE tornou-se na primeira jurisdição do mundo com regras para plataformas digitais, que passam a estar obrigadas a remover conteúdos ilegais e nocivos, no âmbito da nova Lei dos Serviços Digitais.
Para tal, a Comissão Europeia definiu plataformas em linha de muito grande dimensão, com 45 milhões de utilizadores ativos mensais, que têm de cumprir certas regras.
A lei foi criada para proteger os direitos fundamentais dos utilizadores 'online' na UE e tornou-se numa legislação inédita para o espaço digital que responsabiliza as plataformas por conteúdos prejudiciais, nomeadamente desinformação.
As tecnológicas que não cumprem estas duas novas leis podem ter coimas proporcionais à sua dimensão.
Estas regras apertadas para as tecnológicas têm gerado bastante tensão entre Bruxelas e Washington, dado o apoio da administração norte-americana às suas grandes plataformas.
Apesar das ameaças dos Estados Unidos, a Comissão Europeia já avançou com multas.
Leia Também: Após polémica, Grok limita criação de imagens com Inteligência Artificial
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