"Edifício governamental" em Kyiv "foi danificado". "Ataque inimigo"
O ataque "foi o maior ataque russo com drones desde o início" da invasão em larga escala da Ucrânia, afirmou o porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, Yuriy Ihnat, em declarações à agência de notícias norte-americana Associated Press.
Segundo a Força Aérea, a Ucrânia conseguiu abater e neutralizar 747 drones e quatro mísseis, mas houve nove impactos de mísseis e 56 ataques com drones em 37 locais de todo o país, tendo os detritos das armas caído em oito áreas.
Os jornalistas da Associated Press presentes em Kyiv relataram ter visto uma coluna de fumo a subir do telhado do edifício do conselho de ministros de Kyiv, mas não é ainda claro se o fumo foi o resultado de um impacto direto ou de destroços, o que marcaria uma escalada na campanha aérea russa.
Até agora, a Rússia evitou sempre atingir edifícios governamentais no centro da cidade.
O edifício alberga os gabinetes dos ministros ucranianos, pelo que a polícia bloqueou o acesso aos arredores enquanto os camiões de bombeiros e ambulâncias chegavam.
As autoridades ucranianas disseram que duas pessoas morreram e pelo menos 17 ficaram feridas no ataque.
"Pela primeira vez, um edifício governamental foi danificado por um ataque inimigo, incluindo o telhado e os andares superiores", disse a primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, adiantando que o edifício "será restaurado, mas as vidas perdidas não podem ser recuperadas".
"O mundo deve responder a esta destruição não apenas com palavras, mas com ações. É necessário aumentar a pressão das sanções - principalmente contra o petróleo e o gás russos", defendeu.
This morning, rescue teams are working across Ukraine after an overnight barrage of Russian missiles and drones struck Kyiv, Kryvyi Rih, Dnipro, Kremenchuk, and Odesa.
Residential buildings, government offices, and civilian infrastructure were deliberately targeted. At least two… pic.twitter.com/gnFHqYwwsG — Yulia Svyrydenko (@Svyrydenko_Y) September 7, 2025
As duas pessoas mortas eram uma mãe e o seu filho de 3 meses, cujos corpos foram retirados dos escombros pelas equipas de resgate, anunciou o chefe da administração municipal de Kyiv, Tymur Tkachenko, acrescentando que pelo menos 10 locais em Kyiv foram danificados no ataque.
Este ataque de grandes dimensões foi o segundo com drones e mísseis russos a atingir Kyiv num período de duas semanas, numa altura em que as esperanças de conversações de paz diminuem a cada dia.
O ataque aconteceu depois de os líderes europeus terem pressionado o Presidente russo, Vladimir Putin, para negociar o fim da guerra, com 26 aliados da Ucrânia a prometerem enviar tropas como "força de segurança" para o país invadido assim que os combates terminarem.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a II Guerra Mundial (1939-1945).
Apesar de já terem decorrido mais de três anos desde o início da invasão russa da Ucrânia e da pressão feita pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para aproximar as partes, as propostas para um acordo de paz entre Moscovo e Kyiv têm fracassado.
O líder russo, Vladimir Putin, exige que a Ucrânia ceda territórios e renuncie ao apoio ocidental e à adesão à NATO, condições que Kyiv considera inaceitáveis, reivindicando, pelo seu lado, um cessar-fogo imediato como ponto de partida para um acordo de paz, a ser salvaguardado por garantias de segurança.
[Notícia atualizada às 10h05]
Leia Também: Ataque russo com drones e mísseis mata pelo menos duas pessoas em Kyiv
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