"É uma óbvia expansão da guerra": Moscovo invade espaço aéreo romeno
A Roménia foi obrigada a ativar caças este sábado após o seu espaço aéreo ter sido invadido por drones russos, no seguimento de um ataque a uma infraestrutura ucraniana perto da fronteira.
A informação é confirmada pelo ministro da defesa romeno, citado pela Reuters, mas também pelo próprio presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, numa publicação no X.
“Segundo dados atuais, o drone avançou cerca de 10 quilómetros no território romeno e operou em espaço aéreo da NATO durante, mais ou menos, 50 minutos”, afirmou Zelensky.
O presidente ucraniano considerou ainda que “isto não pode ser uma coincidência, um erro, ou a iniciativa de algum comandante de baixo nível”.
“Isto é uma óbvia expansão da guerra por parte da Rússia - e isto é exatamente o que eles querem fazer. Pequenos passos no início e, eventualmente, grandes perdas”, acrescentou o chefe de Estado, que realçou que as forças russas “sabem perfeitamente para onde se dirigem os seus drones” e que “as suas rotas são sempre calculadas”.
Today, Romania scrambled combat aircraft because of a Russian drone in its airspace. According to current data, the drone penetrated about 10 kilometers into Romanian territory and operated in NATO airspace for around 50 minutes. Also today, Poland responded militarily to the… — Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 13, 2025
A invasão do espaço aéreo da Roménia, por parte de drones russos, não é novidade. Desde o início da guerra, a situação tem-se vindo a repetir, especialmente com a queda de fragmentos dos dispositivos destruídos a caírem para o lado romeno da fronteira.
Relembrar que a Roménia é um membro da União Europeia e da NATO, que partilha cerca de 650 quilómetros de fronteira com a Ucrânia - tornando estas situações recorrentes.
Contudo, a invasão do espaço aéreo da Roménia tem lugar poucos dias depois de o mesmo acontecer com a Polónia no dia 10 setembro, o que faz soar os alarmes.
Neste caso, 19 drones entraram no país, causando um alvoroço da comunidade europeia (que, rapidamente, condenou a situação) e levando a que a Polónia ativasse o Artigo 4.º do Tratado da NATO.
Em resposta, a Polónia e a própria organização transatlântica mobilizaram aeronaves de combates para a fronteira do país, segundo informaram as forças armadas polacas, citadas pelo Le Monde.
"Devido à ameaça de ataques de veículos aéreos não tripulados [drones] nas regiões da Ucrânia que fazem fronteira com a República da Polônia (...) , aeronaves polacas e aliadas estão a operar no nosso espaço aéreo, e os sistemas terrestres de defesa aérea e reconhecimento por radar atingiram seu nível máximo de alerta.”
Em conferência de imprensa, na sexta-feira, também o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, anunciou o reforço da presença militar para "fortalecer ainda mais a postura" defesa naquele flanco que faz fronteira com a Rússia.
A iniciativa denominada "Sentinela Oriental" vai começar "nos próximos dias", disse Mark Rutte, sem avançar uma data concreta.
O secretário-geral da NATO acrescentou que o dispositivo de defesa reforçado vai contar com ativos da Dinamarca, França, Reino Unido, Alemanha e outros.
Leia Também: NATO reforça presença no flanco leste após incidente com drones russos na Polónia
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