É fora de horas, mas Suárez aparece sempre no horário certo do Sporting
São já quatro os jogos em que a estrelinha teima em acompanhar o Sporting e quase sempre com o mesmo protagonista. Foi contra o Paris Saint-Germain em Alvalade, na visita ao Arouca, e este domingo diante do Nacional. E só não foi na ida histórica até Bilbao na vitória ante o Athletic, porque estava lá o brasileiro Alisson Santos.
Luis Suárez pode até começar a ser chamado de senhor descontos, até porque tem sido a cara desta capacidade do Sporting resistir até ao fim. Foi com um calcanhar do colombiano que o Sporting ficou, à condição, a quatro pontos do líder FC Porto, que só joga esta segunda-feira contra o Casa Pia, uma semana antes da visita ao Dragão
Novamente fora de horas, pelo quarto jogo seguido, o colombiano manteve a sua equipa ligada à ficha até final. Em Alvalade, com muitas dificuldades e também com muita chuva e sem o capitão Morten Hjulmand que ficou de fora por motivos pessoais, o Sporting deixou os seus adeptos em modo loucura.
Antes do gesto artístico do internacional colombiano, Pedro Gonçalves, de regresso à titularidade após lesão, tinha dado vantagem ao Sporting, aos 72 minutos, que o paraguaio Alan Nuñez anulou, aos 76, num lance em que o guarda-redes Rui Silva ficou mal na fotografia. Mas estava lá o senhor que tem sempre o horário certo para marcar.
Mas vamos então às notas desta partida:
Figura
Estava difícil marcar? É chamar Luis Suárez. Foi decisivo contra o Arouca com um golo ao cair do pano e voltou a repetir a façanha em Alvalade. Esteve muito bem marcado por Matheus Dias na primeira parte, mas aproveitou o desgaste do adversário para fazer a diferença. Nunca baixou os braços até ao final. Teve um golo anulado, mas foi atrás de um outro que deu a vitória à sua equipa.
Surpresa
Se o Nacional se manteve vivo até ao apito final muito o deve a Kaique. O guarda-redes foi o porto seguro da sua equipa ao longo dos 90 minutos. Fez uma grande defesa no final da primeira parte, impedindo o golo certo a Suárez e exibiu-se a bom nível no livre de Maxi Araújo.
Desilusão
Se o guarda-redes do Nacional foi dos melhores em campo, o mesmo não se pode dizer de Rui Silva que teve uma noite para esquecer. Começou a partida a escorregar e terminou a facilitar no golo de Alan Nuñez que poderia ter significado o fim do sonho do título. Suaréz estava lá para salvar a face do guarda-redes, mas pode não estar para sempre.
Treinadores
Rui Borges
A primeira parte foi muito macia por parte dos verde e brancos, que apenas criaram uma ocasião de perigo à beira do intervalo. Com o aproximar da hora de jogo, Rui Borges mudou o figurino da equipa e o Sporting começou a criar mais perigo junto da baliza contrária. Sentia-se que o golo podia surgir a qualquer momento e Pote concretizou-o. A reação ao golo sofrido foi também ela superior e mostrou a raça que esta equipa tem. Recusa-se a deixar de lutar até ao final e Suárez voltou a ser o abono de família.
Tiago Margarido
Atitude exemplar do Nacional do primeiro ao último minuto. Jogou olhos nos olhos com um adversário de calibre muito superior e teve as suas ocasiões para sair feliz de Alvalade. A resposta pronta ao golo sofrido mostra bem como esta equipa tem fibra e não deita a toalha ao chão. Vão ser felizes até final da época se assim continuarem.
Arbitragem
Partida muito positiva por parte de Ricardo Baixinho. As condições climatéricas não foram as ideias para a prática do futebol, mas fez uma arbitragem técnica e disciplinarmente competente. Decidiu bem na grande maioria dos lances.
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