Doze soldados mortos no Paquistão em emboscada armada pelos talibãs
"Por volta das 4h00 da manhã, assaltantes posicionados em ambos os lados da estrada dispararam com armas pesadas contra um comboio de militares e paramilitares, matando 12 membros das forças de segurança", disse um responsável da administração local.
Um oficial de segurança destacado na zona confirmou o balanço e acrescentou que os assaltantes se apoderaram das armas do comboio.
O Tehrik-e-Taliban (TTP), movimento talibã paquistanês, reivindicou um "ataque muito sofisticado" que permitiu "apoderar-se de dez metralhadoras e um drone".
Trata-se de um dos ataques que mais mortes provocou dos últimos meses na província de Khyber-Pakhtunkhwa, onde o TTP, principal grupo rebelde islâmico do país estabelecido nas zonas montanhosas tribais nas fronteiras do Paquistão e do Afeganistão, retoma os métodos dos anos 2000.
Na quinta-feira, segundo outros responsáveis locais, sete paramilitares já tinham sido mortos na mesma província durante trocas de tiros com combatentes do TTP, um movimento formado em combate no Afeganistão e que se reivindica da mesma ideologia que os talibãs afegãos.
Para Islamabad, são esses mesmos talibãs afegãos, de volta ao poder em Cabul desde o verão de 2021, que estão a promover este ressurgimento.
O Paquistão acusa o seu vizinho de não expulsar os grupos que usam o seu território como base para o atacar.
Cabul nega veementemente e devolve a acusação a Islamabad, acusando o Paquistão de ajudar grupos "terroristas", nomeadamente a filial regional do grupo Estado Islâmico (EI).
Há várias semanas, habitantes de diferentes distritos de Khyber-Pakhtunkhwa afirmam que surgiram inscrições "TTP" nas paredes e afirmam que temem um retorno aos anos de violência extremista que devastaram o oeste do Paquistão depois de Islamabad se ter tornado um aliado fundamental dos Estados Unidos na sua "guerra contra o terrorismo" após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Ao mesmo tempo, um alto funcionário local afirmou recentemente à AFP que "o número de combatentes e ataques do TTP aumentou".
Desde 1 de janeiro, de acordo com dados da AFP, cerca de 460 pessoas, na sua maioria membros das forças de segurança, foram mortas em atos de violência perpetrados por grupos armados em luta contra o Estado, em Khyber-Pakhtunkhwa e na província vizinha do Baluchistão.
O Paquistão registou em 2024 o ano com mais mortos em quase uma década, com mais de 1.600 mortos nestes atos de violência.
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