Dos descontos loucos às teorias da conspiração. O que se passou no CAN?

Janeiro 19, 2026 - 10:00
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Dos descontos loucos às teorias da conspiração. O que se passou no CAN?

Foi no meio de muitas polémicas que o Senegal conseguiu vencer, na noite de domingo, a Taça das Nações Africanas, diante de Marrocos (1-0). Numa final disputada até ao último segundo, um golo de Pape Gueye, no prolongamento, acabaria por garantir o segundo título africano aos senegaleses.

 

Antes da festa existiram, porém, momentos de grande tensão no relvado, numa final que tanto deu que falar nas últimas horas. 

O jogo, ao longo dos 90 minutos, foi sempre muito 'quentinho', até porque Marrocos jogava em casa, mas tudo se agravou no (longo) período de descontos - ainda antes de haver lugar ao prolongamento -, que se desenrolou no Estádio Prince Moulay Abdallah, em Rabat. 

No total foram 24 os minutos de compensação dados pelo árbitro congolês Jean-Jacques Ndala, que, inicialmente, havia dado indicação de apenas oito. Passemos às explicações. 

Minuto 90'+2 

Golo anulado ao Senegal. O árbitro entendeu que existiu falta sobre Hakimi e anulou o golo de Seck. Decisão discutível. 

Minuto 90'+5

Penálti (discutível) assinalado a favor de Marrocos. Brahim é agarrado, ao de leve, na grande área e o árbitro assinala castigo máximo. Esteve a ver as imagens do VAR durante três minutos e manteve a decisão. 

Minuto 90'+8

Inconformado com a decisão do árbitro, o selecionador do Senegal, Pape Thiaw, ordena aos jogadores que abandonem o campo em forma de protesto. No entanto, Sadio Mané, capitão de equipa, permanece no relvado, talvez com medo das eventuais consequências de tal gesto. Depois de 15 minutos, o avançado do Al Nassr consegue trazer de volta os jogadores que haviam seguido as ordens do treinador.  

Ao mesmo tempo, polícia e adeptos do Senegal protagonizaram uma tremenda confusão nas bancadas, com troca de agressões. Mais uma cena lamentável. 

Minuto 90'+24 

Brahim Díaz falha o penálti ao estilo Panenka, mas o guardião Mendy parece ser o único a festejar. Há quem acredite que o jogador do Real Madrid falhou propositadamente  - as teorias já são muitas. 

'Bomba' decidiu prolongamento 

Depois desta tremenda confusão, jogaram-se mais 30 minutos de prolongamento, em Rabat. No entanto, o golo da vitória acabaria por aparecer logo ao quarto minuto.

Pape Gueye, médio de 26 anos que alinha no Villarreal, tentou a sorte e assinou um golaço, tornando-se no grande herói, ao oferecer a segunda Taça das Nações Africanas da história ao Senegal. 

'Guerra' com apanha-bolas 

Outra cena lamentável desta final do CAN2025 aconteceu do lado de fora do relvado, e tudo por causa de uma... toalha. Edouard Mendy queria ter a bola seca sempre que a precisava de a colocar em jogo, até porque a chuva não dava tréguas, mas os apanha-bolas não estavam a facilitar, roubando-lhe a toalha por diversas ocasiões. 

Yehvann Diouf, guardião suplente do Senegal, entrou em ação e tornou-se no fiel guardião da toalha do compatriota. Diouf até chegou a ser arrastado pelos apanha-bolas, com alguns jogadores de Marrocos a juntarem-se a mais uma cena surreal e digna de entrar nos piores episódios do futebol mundial. 

Conferência de imprensa cancelada 

Por falar em cenas surreais, vale também destacar que a conferência de imprensa de Pape Thiaw não aconteceu por conta do comportamento, reprovável, da imprensa local.

O selecionador do Senegal foi vaiado pelos jornalistas marroquinos ao sentar-se na sala de imprensa e acabou por não fazer o rescaldo do título que havia conquistado. 

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