Dois agentes do ICE investigados após tiroteio. "Mentir é grave"

Fevereiro 14, 2026 - 08:00
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Dois agentes do ICE investigados após tiroteio. "Mentir é grave"

O diretor do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), Todd Lyons, adiantou na sexta-feira que a sua agência abriu uma investigação conjunta com o Departamento de Justiça depois de imagens de vídeo terem revelado que "os depoimentos sob juramento prestados por dois agentes diferentes parecem ter sido falsos" sobre o tiroteio que envolvendo um dos venezuelanos.

 

Os agentes, cujos nomes não foram divulgados, foram afastados até à conclusão de uma investigação interna, detalhou ainda.

"Mentir sob juramento é um crime federal grave", frisou Lyons, acrescentando que se forem culpados, os agentes podem ser demitidos e acusados.

"Os homens e mulheres do ICE têm a responsabilidade de defender o Estado de Direito e devem seguir os mais elevados padrões de profissionalismo, integridade e conduta ética", apontou Lyons.

"As violações deste juramento sagrado não serão toleradas. O ICE continua totalmente comprometido com a transparência, a prestação de contas e a aplicação justa das leis de imigração da nossa nação", acrescentou.

Um juiz federal de Minneapolis ordenou na sexta-feira o arquivamento das acusações de agressão qualificada contra dois homens venezuelanos, incluindo um que foi baleado numa perna por um agente de imigração.

O procurador para o distrito do Minnesota, Daniel N. Rosen, explicou que "novas provas descobertas" no caso contra Alfredo Alejandro Aljorna e Julio Cesar Sosa-Celis "são materialmente inconsistentes com as alegações" feitas contra eles numa queixa criminal e numa audiência no mês passado.

Este arquivamento surge após uma série de tiroteios de grande impacto envolvendo agentes federais de imigração, nos quais depoimentos de testemunhas oculares e provas em vídeo questionaram as alegações feitas para justificar o uso de força letal.

Dezenas de processos por crimes graves contra manifestantes acusados de agredir ou obstruir agentes federais também foram arquivados.

Um advogado de Aljorna e Sosa-Celis realçou na sexta-feira que estão "muito felizes" com o arquivamento de todas as acusações.

Se tivessem sido condenados, os dois imigrantes teriam enfrentado anos de prisão federal, mas ainda não é claro se os homens ainda podem ser deportados, noticiou a agência Associated Press (AP).

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