Discurso sobre segurança? António Filipe diz que há "muita moeda falsa"
Em Albufeira, onde o Chega ganhou as últimas eleições autárquicas, o candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP e pelo PEV puxou pelo tema da segurança e da imigração.
"Há muita moeda falsa no discurso sobre a segurança, designadamente quando vem meter medo às pessoas. Pior, quando querem culpar, dizer que é por haver imigrantes que há problemas de insegurança. Todos os indicadores desmentem isso", afirmou, durante um almoço com apoiantes.
No Algarve, apontou, "haverá mais problemas de segurança relacionados com o turismo do que propriamente com os imigrantes".
"Porque os imigrantes que vêm para trabalhar para o nosso país não cometem crimes. Eles querem vir ganhar a sua vida para poderem ajudar melhor a sua família, para poderem ter melhores condições de vida, como tantos portugueses fizeram", sublinhou.
Mas depois, acrescentou, sem nunca apontar nomes, "vêm com esse discurso, ai, ai, os imigrantes, ontem ouvíamos um candidato a dizer que eles querem vir para cá construir mesquitas e destruir igrejas, mas que fantasia é essa?"
António Filipe lembrou ainda que a lei portuguesa já diz que quem comete crimes no país, é sujeito à pena acessória de expulsão.
"Agora, o que nós precisamos, de facto, e aí esse é que é um problema, é termos uma política de segurança interna como deve ser", defendeu, apontando que as "forças de segurança de segurança não são valorizadas" e as "pessoas não se sentem atraídas por uma profissão que ainda por cima é exigente".
Na sua opinião, "é no plano da valorização das carreiras, dos direitos dos profissionais, que esse problema deve ser colocado" e não em estar a "criar alarmismos relativamente à segurança e depois não avançar com nenhuma proposta construtiva para que isso se possa resolver".
"E, portanto, temos que combater este discurso demagógico, procurar explorar sentimentos que possam surgir de insegurança, para procurar virar as pessoas uns contra os outros, os pobres uns contra os outros", salientou.
Para António Filipe, "a economia portuguesa precisa que os trabalhadores sejam valorizados, independentemente da sua nacionalidade", precisa ainda de aumentar salários e de ter as pessoas a trabalhar em condições de legalidade, sejam os portugueses, sejam os imigrantes".
Neste seu discurso, António Filipe falou ainda sobre questões da saúde, salários e o pacote laboral proposto pelo Governo de Luís Montenegro.
Concorrem 11 candidatos às eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
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