Dirigente do Al-Shebab morto após ataque aéreo atribuído aos EUA
O Al-Shebab indicou que, no domingo, "aviões norte-americanos realizaram um ataque aéreo nos arredores do distrito de Buale, na região islâmica de Médio Juba", uma zona árida controlada pelos rebeldes.
"O ataque teve como alvo específico Mohamed Abu Usama, responsável pelo comité de ajuda à seca no sul e no centro da Somália", precisou o grupo, que condenou também a morte do dirigente.
A Agência Nacional de Informações e Segurança (NISA) da Somália confirmou hoje a morte de Usama.
Num comunicado publicado na rede social X, a NISA assegurou que o morto "era uma das pessoas mais próximas do líder Ahmed Diriye", chefe do Al-Shebab desde 2014.
Até ao momento, o Comando Militar dos Estados Unidos em África (AFRICOM) não se pronunciou publicamente sobre a operação de domingo.
Por outro lado, o exército somali matou 14 membros do grupo nos arredores da localidade de Jamaame, na região de Baixo Juba, no sul do país, anunciou hoje o Ministério da Defesa da Somália na rede social X.
"A operação resultou na eliminação de 14 terroristas e num ferido, enquanto os restantes membros fugiram da zona", indicou o ministério.
A operação foi realizada pela brigada Danab, uma unidade de elite do exército somali treinada pelos Estados Unidos para combater o terrorismo, em coordenação com as forças de segurança do estado federal de Jubalândia.
A Somália intensificou as operações contra o Al-Shebab desde que o Presidente, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou em agosto de 2022 uma guerra total contra os terroristas.
Desde então, o exército, apoiado por sucessivas missões da União Africana, efetuou várias ofensivas contra o grupo, frequentemente com o apoio militar dos Estados Unidos através de bombardeamentos aéreos.
O Al-Shebab, grupo afiliado desde 2012 da Al-Qaida, comete atentados frequentes com o objetivo de derrubar o Governo central, apoiado pela comunidade internacional, e instaurar um Estado islâmico de orientação wahabita (ultraconservadora).
O grupo controla zonas rurais do centro e do sul da Somália e ataca também países vizinhos, como o Quénia e a Etiópia.
A Somália vive num estado de conflito e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo efetivo e nas mãos de milícias islamistas e senhores da guerra.
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