Deputados tomam posse na Argentina. Grupo de Milei é "primeira minoria"
O presidente ultraliberal, Javier Milei, acompanhado da sua irmã Karina, secretária-geral da presidência, assistiu na galeria a uma longa e agitada sessão de juramento, um a um, dos 127 deputados eleitos a 26 de outubro, ou seja, metade da câmara.
O partido de Milei, La Libertad Avanza (LLA), obteve um sucesso amplo e inesperado, com 40% dos votos, nas eleições de outubro, e na sequência desta vitória registou alguns apoios individuais de deputados, provenientes particularmente do PRO (direita, partido do ex-presidente Mauricio Macri), teoricamente aliado de Milei mas não parceiro do governo.
Um último apoio, na noite de terça-feira, permitiu ao bloco LLA contar com 95 deputados, ou seja, um a mais do que o grupo peronista (centro-esquerda) União pela Pátria, permitindo a Javier Milei comemorar na rede social X esta posição.
"Primeira minoria, confirmada". Este título de "primeira minoria" é simbólico, numa câmara dos deputados, onde, tal como no Senado, ninguém tem a maioria absoluta.
O executivo terá de formar coligações com vista a uma maioria para aprovar as reformas previstas, do direito laboral, fiscal, do código penal.
Mas a nova correlação de forças tornará mais difícil ao Parlamento anular um eventual veto presidencial, como já fez várias vezes em 2025.
Esta mudança marca também a progressão do partido de Javier Milei, presidente desde o final de 2023, que após dois anos de uma política drástica de austeridade orçamental, quase triplicou a sua força parlamentar, inicialmente muito fraca.
O parlamento deve realizar a sua primeira sessão a 10 de dezembro, em princípio antes das férias parlamentares até 1 de março, mas o executivo deverá convocá-lo em sessão extraordinária antes dessa data.
Durante a sessão, conturbada, de prestações de juramentos hoje, a presidência da sessão teve de reclamar calma várias vezes, enquanto alguns deputados trocavam interpelações, insultos, ou em determinado momento gritavam, retomados com Javier Milei desde a galeria, "Liberdade!" ou "A casta tem medo!", um dos seus slogans da campanha presidencial de 2023.
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