Delegação ucraniana admite progressos nas negociações, mas sem pormenores
"Este trabalho complexo exige o acordo de todas as partes e um prazo suficiente. Há progressos, mas nenhuns detalhes podem ser divulgados nesta fase", declarou Umerov.
Momentos antes, o chefe dos negociadores russos, Vladimir Medinsky, disse que as conversações "foram difíceis, mas substanciais", sem revelar pormenores.
Medinsky admitiu uma nova ronda "em breve", mas também sem precisar uma data.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu progressos na definição dos mecanismos de verificação de um eventual cessar-fogo, para o qual continua a não haver acordo.
"Os militares sabem como monitorizar um cessar-fogo e o fim da guerra para quando houver vontade política", disse Zelensky numa mensagem de voz enviada aos jornalistas, citado pela agência espanhola EFE.
Zelensky, que horas antes afirmara tratar-se de conversações difíceis e acusara Moscovo de tentar atrasar o processo, assinalou também que não foram alcançados avanços na parte política das negociações.
Referiu igualmente que as posições de Kiev e Moscovo continuam a divergir em pontos-chave após as negociações de Genebra.
"Pode ver-se que foi feito um certo trabalho preparatório, mas, por enquanto, as posições divergem", afirmou, citado pela agência francesa AFP.
Zelensky referiu-se a "negociações nada fáceis", em particular sobre as "questões sensíveis" dos territórios exigidos por Moscovo e da central nuclear de Zaporijia ocupada pelo exército russo.
As conversações, sob mediação dos Estados Unidos, duraram seis horas na terça-feira, em encontros que as duas partes descreveram como difíceis, mas apenas duas horas hoje.
As negociações visam pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia, iniciada com a invasão ordenada pelo Presidente Vladimir Putin há quatro anos, em 24 de fevereiro de 2022.
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