Defende Constituição? Jorge Pinto aponta Gouveia e Melo como exemplo

Janeiro 16, 2026 - 17:00
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Defende Constituição? Jorge Pinto aponta Gouveia e Melo como exemplo

Em declarações aos jornalistas na Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, Jorge Pinto insistiu que percebe os eleitores que, por medo de uma segunda volta entre André Ventura e João Cotrim Figueiredo, votarão noutra candidatura que não a sua, acrescentando que "não é ninguém para julgar" os eleitores.

 

Jorge Pinto disse também ter pena que as "pessoas estejam obrigadas a votar na segunda ou terceira opção" e considerou que "olhando para aquilo que são as mensagens que recebe" consegue "quase imaginar" que, se não houvesse medo dos eleitores, "se calhar passaria mesmo à segunda volta".

"Mas é a teoria dos jogos, é também problema das sondagens, é tudo isso, mas essas pessoas estão legitimamente a exercer o seu sentido de voto", acrescentou.

Questionado sobre em quem devem votar esses eleitores com medo, o candidato presidencial Jorge Pinto argumentou que "depende da sondagem que acreditarem mais", porque também isso está em jogo na decisão das pessoas, mas frisou antes que o "único apelo que faz na primeira volta" é ao voto na sua candidatura.

O candidato a Belém apoiado pelo Livre pediu às pessoas que "oiçam quem quer defender a Constituição" nestas eleições e percebam como o farão, tendo apontado Henrique Gouveia e Melo como exemplo, após ser questionado sobre que nomes com hipóteses de segunda volta dão garantias de respeitar a lei fundamental.

"No debate comigo, o próprio Henrique Gouveia e Melo disse que iria defender a Constituição de uma maneira até mais aguerrida do que outros candidatos disseram. Há vários candidatos, eu não me arrogo no único defensor da Constituição, mal seria e mal estaria o país", afirmou.

Esta semana, Jorge Pinto já tinha frisado que outras candidaturas, em particular a de António José Seguro, estava a "ficar desperta" do risco de revisão constitucional, afirmando que essa posição "já mostra bem a validade" da candidatura a Belém.

Jorge Pinto fez também um balanço da sua campanha, dizendo-se feliz com um sentimento de "missão cumprida e de consciência tranquila" por ter "conseguido cumprir o que disse no primeiro dia" em que anunciou a candidatura.

O candidato sublinhou que o próximo chefe de Estado enfrentará muitas dificuldades e disse que "não desiste do país, nem tem medo de falar de amor, de empatia, de entreajuda".

"Dizer que este Portugal do ódio que nos querem aí vender não é o Portugal ao qual nós estamos condenados. E assim sendo, esta candidatura valeu muito a pena e é apenas o início. Porque dia 19, cá continuaremos para fazer esta política otimista, mas também para fazer barreira e lutar em defesa do nosso país, desde logo, como tenho dito imensas vezes, para defender a nossa Constituição e a nossa República", resumiu.

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