Debate: Livre aceita "adiamento curto", BE quer ouvir Governo

Fevereiro 11, 2026 - 18:00
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Debate: Livre aceita "adiamento curto", BE quer ouvir Governo

Já o BE disse querer ouvir os argumentos do Governo, na conferência de líderes marcadas para as 17 horas, afirmando compreender que o executivo esteja no "centro das operações" no terreno na resposta às consequências do mau tempo que já provocaram 15 mortes em Portugal nas últimas duas semanas.

 

O presidente da Assembleia da República convocou com urgência, para hoje, às 17 horas, uma reunião da conferência de líderes parlamentares para estabelecer em definitivo a data do debate quinzenal com o primeiro-ministro, que foi adiado de hoje à tarde para sexta-feira de manhã.

A Iniciativa Liberal contestou que o debate quinzenal com a presença de Luís Montenegro seja remarcado para essa data, considerando que, nessa altura, a situação ainda será grave em várias zonas do território continental nacional, sobretudo por causa das chuvas intensas e persistentes.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o deputado e coporta-voz do Livre Rui Tavares frisou que só concordou com o reagendar do debate quinzenal por ter sido proposto pelo presidente da Assembleia da República "um adiamento curto", para sexta-feira às 10:00.

"Não tanto por concordarmos com a argumentação de que o primeiro-ministro deva estar próximo do terreno, o primeiro-ministro deve explicações ao país e deve dá-las no parlamento, é o local onde os primeiros-ministros trabalham", frisou.

Questionado se o Livre concordaria com um adiamento para a próxima semana, como pretende a IL, Rui Tavares manifestou a sua oposição, dizendo discordar "da menorização do parlamento em tempo de catástrofe".

"Isso seria um disparate. O primeiro-ministro tem que vir aqui quanto antes. O primeiro-ministro não drena ribeiras nem vai lá segurar muros de contenção. Nós temos que parar com esta ideia de que deixar o Luís trabalhar é o Luís estar algures no país. Trabalha aqui, a residência oficial é aqui ao lado", respondeu.

Sobre o mesmo tema, o deputado único do BE Fabian Figueiredo disse que o partido concordou com o adiamento do debate, "uma vez que o primeiro-ministro evocou a necessidade de se deslocar até Coimbra para acompanhar a difícil situação que lá se vai verificando".

"Nós estaremos sempre do lado daqueles que exigirão que o Estado esteja presente, que o comando político esteja concentrado ao máximo nível na resposta às populações", disse, considerando que tal falhou na prevenção e na resposta à depressão Kirstin.

Fabian Figueiredo remeteu a posição final do BE para a conferência de líderes, dizendo querer ouvir, por parte do representante do Governo, se o primeiro-ministro "tem condições para estar na próxima sexta-feira na Assembleia da República".

"Se disser que sim, não há nenhuma razão para se adiar o debate quinzenal para a próxima semana", afirmou, lembrando que a proposta partiu do presidente do parlamento, certamente articulada com o Governo.

A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, sublinhou que o partido não se opôs ao adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro para sexta-feira (quando ainda não estava marcada uma conferência de líderes para debater outra data possível), mas sublinhou que o governo "tem de efetivamente dar resposta aos problemas com que as populações estão confrontadas".

Já a deputada única do PAN, Inês Sousa Real, disse ter dado a sua concordância ao adiamento do debate quinzenal para sexta-feira devido as notícias de risco de rebentamento de diques e de cheias na zona de Coimbra.

"Se temos uma demissão da ministra da Administração Interna, se o próprio primeiro-ministro neste momento chama a si estas competências, para o PAN as populações e a sua segurança têm que estar em primeiro lugar", afirmou.

Leia Também: Assembleia convoca líderes para fixar data do debate quinzenal

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