De favorito ao fiasco olímpico. Ilia Malinin reage: "Colapso inevitável"

Fevereiro 17, 2026 - 10:00
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De favorito ao fiasco olímpico. Ilia Malinin reage: "Colapso inevitável"

Ilia Malinin quebrou o silêncio, na segunda-feira, recorrendo às redes sociais para deixar um alerta sobre a importância da saúde mental. O jovem patinador reagiu, assim, à derrota inesperada na final de patinagem artística dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, que decorreu na sexta-feira e na qual era o grande favorito, acabando, no entanto, por ficar no oitavo lugar. 

 

"No maior palco do mundo, aqueles que parecem mais fortes ainda podem estar a travar batalhas invisíveis no seu interior", começou por escrever Ilia Malinin, prosseguindo com o desabafo. 

"Até as tuas memórias mais felizes podem ser manchadas pelo barulho. O ódio vil online ataca a mente e o medo arrasta-a para a escuridão, não importa o quanto tentes manter a sanidade sob uma pressão interminável e insuportável. Tudo se acumula à medida que estes momentos passam diante dos teus olhos, resultando num colapso inevitável. Esta é aquela versão da história", escreveu o norte-americano de 21 anos que se tornou extremamente popular pelas suas prestações ao longo destes Jogos Olímpicos. 

O que se passou na final?

Depois de ter brilhado no formato de equipas, e de ter deixado o mundo de queixo caído ao executar um backflip, movimento que esteve proibido nos Jogos Olímpicos durante 50 anos, deixando, ainda, Novak Djokovic incrédulo na Ice Skating Arena, Ilia Malinin acabaria por ser protagonista de um fiasco na final masculina. 

O patinador dos Estados Unidos da América partia como favorito, mas tudo lhe correu mal. Ilia Malinin caiu duas vezes, acumulou erros em três saltos e acabou, para espanto de todos, no 15.º lugar do programa longo e em oitavo na classificação geral. 

Ouro para Shaidorov

Mikhail Shaidorov, do Cazaquistão, acabaria por ser o grande vencedor, conquistando a medalha de ouro, mas não deixou de enviar uma palavra de apreço ao norte-americano, com quem tem uma relação de amizade. 

“Quando Ilia estava a patinar, tive, de facto, sentimentos mistos. Quero muito enviar-lhe algumas palavras de força. Eu estava realmente preocupado com todos que patinaram depois de mim, porque sei quais as jornadas que eles tiveram. Conheço o longo caminho de cada um deles para chegarem a estes Jogos Olímpicos. Preocupei-me com cada um deles. Apoiei, aplaudi e tentei dar o máximo de confiança que pude", explicou o patinador do Cazaquistão, citado pelos canais oficiais dos Jogos Olímpicos, garantindo que ainda não teve oportunidade de conversar com Ilia Malinin. 

"Quando eu o vir no futuro, certamente tentarei consolá-lo. Ilia é um grande atleta, mas, acima de tudo, é uma grande pessoa. Quero apoiá-lo porque crescemos lado a lado, desde as competições juniores. Sou incrivelmente grato ao Ilia e à patinagem artística por nos unir. Somos uma grande família que não compete apenas entre si, mas também reúne pessoas diferentes para desenvolver a patinagem artística. Estamos a desenvolver esta modalidade juntos e haverá muitas competições no futuro em que continuaremos a fazer isso", garantiu Mikhail Shaidorov.

Refira-se que Shaidorov conquistou o ouro aos 21 anos, subindo ao pódio dos Jogos Olímpicos de Inverno ao lado dos japoneses Kagiyama Yuma, que ficou com a prata, e Sato Shun, que arrecadou o bronze. 

Notícias ao Minuto Mikhail Shaidorov, Kagiyama Yum e Sato Shun exibem as medalhas recebidas. © Getty Images  

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