De Farioli a Jorge Costa. Thiago Silva com expectativas no FC Porto

Janeiro 5, 2026 - 22:00
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De Farioli a Jorge Costa. Thiago Silva com expectativas no FC Porto

Thiago Silva foi, esta segunda-feira, oficialmente apresentado como reforço do FC Porto numa movimentação de mercado que fez correr muita tinta no mundo do futebol. A primeira entrevista em Portugal foi, naturalmente, aos meios de comunicação do clube.

 

Aos 41 anos de idade, o histórico defesa-central brasileiro regressou ao clube volvidos quase 22 anos, após conversa com o presidente dos dragões, André Villas-Boas e o técnico Francesco Farioli.

"Só conversámos uma vez. Eu conversei uma vez, por videochamada, com ele e com o míster. Logo aí ficou selado o acordo. Claro que houve outras coisas envolvidas que demoraram um pouco mais. Enviaram-me uma camisola para o Rio de Janeiro e o presidente mandou uma carta linda que me emocionou muito. Aí foi a confirmação de tudo o que eu iria viver. Só posso deixar o meu agradecimento a ele e ao míster também", começou por dizer o novo camisola 3 do coletivo portista, admitindo que conhece o trabalho de autor de Farioli.

"Se pudermos chegar ao final da época e premiar a equipa técnica com um título, seria incrível, porque eu acompanho a carreira do treinador e sei o que passou no Ajax, quando perdeu um título que estava praticamente ganho. Olhando de fora, vejo o perfil do treinador em todos os jogadores: a atitude de não esmorecer, de não deixar cair o que estão a fazer até agora. No futebol tudo pode acontecer e tenho a certeza de que ele não quer que aconteça de novo. De fora já vejo este compromisso e quero fazer parte disto no dia a dia”, referiu.

Com a alcunha de "Monstro", Thiago Silva falou ainda da idade como um sinónimo de experiência. "Faço tudo o que é possível em termos de recuperação, de alimentação, de sono. Tornei-me mais obcecado com estes aspetos da recuperação. Antes de o jogo começar, já estou a pensar como vai ser a minha recuperação no fim. Quem me conhece sabe como gosto de trabalhar, a responsabilidade que carrego com o meu nome e com a minha história. Os adeptos do FC Porto podem ter a certeza de que vou dar o meu melhor, tal como dei em todos os outros clubes. Quero fechar este ciclo que não ficou encerrado no passado de forma vitoriosa. É assim que penso. Vim para um clube que me abriu as portas de uma forma muito bonita. A partir daí, aumenta muito mais a minha responsabilidade de ajudar, seja no campo, no banco ou na preparação. Vou continuar a fazer o que sempre fiz na minha carreira", prometeu.

Na presente temporada, o FC Porto tem ainda a Taça de Portugal e a Liga Europa, prova a qual Thiago Silva nunca conquistou na carreira. "Isso acontece porque eu nunca joguei a competição. Este ano tenho essa oportunidade, espero que possamos fazer uma grande temporada e que nesta segunda parte possamos manter o alto nível exibicional, porque eu acho que, quem quer chegar longe e vencer títulos, não pode ficar satisfeito com uma vitória. Eu tenho um grande problema, eu gosto muito de ganhar. Eu não gosto de perder. Então nunca me sinto satisfeito, quero sempre mais. Acho que este regresso ao FC Porto é uma grande oportunidade para que possa continuar a ganhar títulos", completou.

Jorge Costa recordado

Na entrevista, Thiago Silva deixou ainda uma sentidas palavras sobre Jorge Costa, antigo jogador e dirigente do FC Porto, que morreu após uma paragem cardiorrespiratória. Numa fase precoce da carreira, ambos coincidiram no Olival. Thiago Silva atuava, na altura, pela equipa B.

"Ele tinha uma imagem muito forte. Dizíamos Jorge Costa e pensávamos no FC Porto e vice-versa. Era alguém que admirávamos, apesar de estarmos divididos por um muro. Até disse ao presidente, antes de assinar, que o meu sonho na altura era estar do outro lado do muro com esses jogadores. Infelizmente naquela altura não foi possível, mas agora estou de volta para poder dar o meu melhor e ser feliz aqui novamente”, disse o jogador, recusando a ideia de levar a braçadeira de capitão do FC Porto.

"Vejo que o Diogo tem uma liderança natural. Nunca tive na cabeça que quero ser capitão desta ou daquela equipa. Eu fui escolhido em todos os clubes. Vim para somar, não vim para ser capitão, vim para ajudar todos a darem o melhor. O FC Porto exige isso, exige o melhor de cada um. Acho que os jogadores estão a sair-se muito bem e, por isso, a minha responsabilidade aumenta", recordou.

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