Dalot causa polémica. Guardiola queixa-se e Premier League explica-se
Em plena crise desportiva, que culminou na demissão do treinador português Ruben Amorim, o Manchester United foi capaz de reerguer-se e levar de vencida o Manchester City, por 2-0, no tão aguardado dérbi da 22.ª jornada da Premier League, que marcou a (re)estreia de Michael Carrick ao leme da equipa que representou enquanto jogador.
Bryan Mbeumo marcou, a passe de Bruno Fernandes, o golo que desfez o nulo, em Old Trafford, aos 65 minutos, ao passo que coube a Patrick Dorgu a honra de dar a 'machadada final', aos 76. No entanto, o homem de quem mais se fala, em Inglaterra, é Diogo Dalot, devido a um lance registado logo à passagem do décimo minuto, quando o embate entre os eternos rivais ainda estava 'preso' ao nulo.
O internacional português procurava 'roubar' a bola a Jérémy Doku, quando acabou por atingir o belga no joelho direito, com os pitons. Os citizens reclamaram, de imediato, que fosse expulso, mas o árbitro Anthony Taylor, acabou por exibir-lhe apenas o cartão amarelo, mesmo após revisão por parte do VAR.
Após o apito final, na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva britânica Sky Sports, o treinador do conjunto visitante, o treinador espanhol Pep Guardiola, defendeu que o jogador formado no FC Porto deveria mesmo ter sido admoestada com uma cartolina encarnada, mas sublinhou que isso não pode ser usado como desculpa para um resultado negativo.
"Poderíamos dizer que, com aquele cartão vermelho, teria sido um jogo diferente. Aconteceram muitas, muitas situações. Seria fácil para mim vir para aqui dizer que deveria ter sido um cartão vermelho, mas não tem a ver com isso. Não vamos crescer se esse for o argumento para vencer ou perder um jogo. Temos de ser melhores, e não fomos, hoje", afirmou.
Afinal, por que é que Diogo Dalot não foi expulso?
Instalada que estava a polémica, a Premier League acabou por recorrer à conta oficial na rede social X (o antigo Twitter) para explicar, ao certo, os motivos pelos quais Anthony Taylor se limitou a exibir o cartão amarelo a Diogo Dalot, apesar da contestação por parte do compatriota Bernardo Silva e companhia.
"O cartão amarelo exibido pelo árbitro a Dalot devido a uma entrada imprudente foi verificada e confirmada pelo VAR - com o contacto a ser considerado como de relance, e não com recurso a força excessiva", pode ler-se. No entanto, a atuação desta equipa de arbitragem acabou por não ficar por aqui.
Só na primeira parte, 'estragou' a festa, sobretudo, a Bruno Fernandes, por duas vezes, ambas devido a fora de jogo. Primeiro, ao anular a assistência do próprio para um golo de Amad Diallo, e, depois, ao invalidar um remate certeiro do próprio, após deixar para trás o guarda-redes adversário, Gianluigi Donnarumma.
#MUNMCI – 10’
The referee’s call of yellow card to Dalot for a reckless challenge was checked and confirmed by VAR – with the contact deemed to be glancing and not with excessive force. — Premier League Match Centre (@PLMatchCentre) January 17, 2026
As contas da Premier League
Feitas as contas, com este resultado, o Manchester United passou a somar 35 pontos e ascendeu à quita posição do campeonato inglês, a última que vale o apuramento para as competições europeias. O Manchester City, por seu lado, permanece no segundo lugar, agora, com 43 pontos, menos sete do que o líder, o Arsenal, que não foi além de um empate com o Nottingham Forest.
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