Da dança ao boxe, com ida à cozinha. Insólitos da 1.ª semana da campanha

Janeiro 12, 2026 - 14:00
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Da dança ao boxe, com ida à cozinha. Insólitos da 1.ª semana da campanha

A campanha para as eleições presidenciais do próximo domingo, dia 18 de janeiro, está a ser pródiga em momentos que iremos (também) recordar. Não falamos dos debates de ideias, das farpas ou dos contactos nas ruas, mas sim... dos insólitos - os momentos mais descontraídos: Do boxe ao ioga, passando ainda pelos dotes culinários, há presidenciáveis que não se têm 'acanhado' no momento de jogar à bola ou até de dançar. 

 

Cotrim de Figueiredo tem feito uma campanha com uma forte presença nas redes sociais, (mais) focado nos jovens - onde já surgiu a participar numa miríade de atividades que, normalmente, não 'colaríamos' a um futuro Presidente da República. Mas não só o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal tem sido protagonista de vídeos (ou momentos) que rapidamente se estão a tornar virais: Luís Marques Mendes já fez ioga e praticou boxe; Henrique Gouveia e Melo, a quem se poderia associar uma imagem mais 'austera', já se rendeu a danças.

Mas vamos aos momentos e às 'provas'. Começamos exatamente com Cotrim, cujo Instagram da campanha conta com muitos momentos mais 'fora da caixa'. Já vimos o liberal a ser maquilhado, a jogar futebol, a cozinhar e a fazer o pino, numa clara aposta para dar a conhecer um lado mais descontraído. 

Já Luís Marques Mendes calçou as luvas... de boxe. O candidato apoiado por PSD e CDS-PP mostrou os seus dotes a praticar a modalidade durante uma visita a um lar em Cascais, no passado dia 9 de janeiro.

Numa vertente mais tranquila, o antigo líder do partido também já se mostrou numa aula de ioga - e a tocar bombo.

E quanto ao almirante? No Instagram oficial da campanha às Presidenciais foi partilhado um vídeo com os seus movimentos na pista de dança: "Depois de um dia intenso de campanha, o movimento jovem convenceu-me a ir até às Galerias de Paris no Porto", pode ler-se na legenda. 

Apesar de ter respondido afirmativamente a este desafio, Gouveia e Melo criticou, no domingo, os oponentes, dizendo que não é a dar aulas de culinária nas redes sociais ou a calçar luvas de boxe que conseguem salvar o país numa "situação difícil" - sem dizer nomes, mas visando João Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes.

"Não se deixem enganar, se um dia estiverem numa situação difícil, se este país tiver de passar outra vez por uma situação difícil, não é com essa gente que os senhores vão sair. Não é a dar aulas de culinária nas redes que vão conseguir salvar-se de situações difíceis no futuro. Não é fazer pinos e a vestir luvas de boxe que vão salvar-se no futuro", afirmou.

André Ventura é outro dos presidenciáveis com uma forte presença nas redes sociais. Entre as mensagens com os valores defendidos pelo Chega, da qual é líder, é possível também encontrar na página do candidato algumas publicações mais 'viradas para Belém'. 

E há delas num tom mais leve. "Quando eu tento ver se o Universo me dá um sinal...", é a mensagem que aparece enquanto Ventura caminha. Em seguida, o vídeo 'corta' para uma nuvem na forma do candidato com a frase: "Vais ganhar as Presidenciais 2026". 

O candidato foi também já 'apanhado' a beber uma ginjinha em Sobral de Monte Agraço. Eis o momento:

Notícias ao Minuto © Pedro Nunes / Reuters

Mais à Esquerda, António José Seguro já se deixou fotografar a comer bolos, a fazer festas num cão ou a jogar bilhar - como pode comprovar nas fotografias da primeira semana da campanha captadas (e partilhadas nas redes sociais) pela Agência Lusa. 

E quando o 'diferente' é o mote da campanha?

Há, ainda, quem assuma o 'diferente' como mote de campanha. O pintor e autor Humberto Correia apareceu de surpresa com a entrega de quase 9.500 assinaturas no Tribunal Constitucional e prometeu percorrer Portugal de Norte a Sul vestido de D. Afonso Henriques - com a crise da habitação no centro das preocupações.

Menção ainda para Manuel João Vieira, que considerou, em entrevista à Lusa, que a sua eleição como Presidente da República seria um "limpar de olhos para a política nacional", que se "apalhaçou". 

Com uma campanha caracterizada pela ironia e o humor, o músico de 63 anos admitiu tentar utilizar "uma linguagem diferente, uma linguagem que ultrapassa as outras linguagens no sentido metafórico, alegórico e, às vezes, mesmo no sentido direto", para tentar passar uma mensagem de que Portugal não é "um país de pobrezinhos, condenado a fazer sempre a mesma coisa".

Entre as suas propostas, defende incluir o direito à felicidade na Constituição, pretende dar um Ferrari a cada português e colocar vinho canalizado em todas as casas. 

Recorde-se que na corrida a Belém estão António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, João Cotrim de Figueiredo, Catarina Martins, António Filipe, André Ventura, Jorge Pinto, Humberto Correia, André Pestana e Manuel João Vieira.

Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta a 8 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois mais votados.

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