Da conversa com Ferguson ao "bom garfo". Mourinho abre o livro no Benfica

Dezembro 12, 2025 - 12:00
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Da conversa com Ferguson ao "bom garfo". Mourinho abre o livro no Benfica

Dois dias após o novo triunfo do Benfica na Liga dos Campeões, diante do Napoli (2-0), José Mourinho voltou a estar debaixo dos principais holofotes, na manhã desta sexta-feira, ao conceder uma entrevista 'fora da caixa' à nova rádio Benfica FM, com revelações à mistura entre o capítulo pessoal e profissional da sua vida.

 

Antes de entrar na rotina diária, o treinador das águias focou-se em comparar a paixão que sente diariamente pela sua profissão por comparação ao que é demonstrado pelas gerações mais recentes, ao ponto de recordar mesmo uma conversa com... Alex Ferguson.

"Eu e os mais próximos, temos muitas vezes aquela sensação que muitos da nova geração, sejam treinadores ou jogadores, não gostam muito de treinar, de futebol, gostam daquilo que o futebol pode dar. Continuo igual. Não consigo vislumbrar o dia em que tenha mudado alguma coisa. Recordo sempre uma conversa com sir Alex [Ferguson], quando eu estava no Real Madrid, em 2012/13. Ele tinha a idade que tenho agora. Antes de um jogo, perguntei como era a evolução das coisas e ele disse: 'Esquece. É igual. A paixão, é igual o nervosismo, a alegria e tristeza depois de ganhar ou perder'. Ele, como sempre, tem razão", começou por dizer, em declarações citadas no jornal O Jogo.

"Há treinadores e jogadores de momentos e jogadores e treinadores de carreira. Hoje em dia, de carreira, começa a haver cada vez menos, começa a ficar raro. Aparecem muito rapidamente e desaparecem muito rapidamente. Em Istambul, um muito bom treinador das gerações mais novas pediu-me para passar uns dias comigo. Fazia-lhe muita confusão, ele cansava-se muito. Quando tinha uma oportunidade, aproveitava uma semana internacional para descansar, para desaparecer. Conversar sobre isto era complicado", vincou de seguida.

Do "comer muito" às noites no Benfica Campus.

Já numa vertente mais pessoal da conversa, José Mourinho admitiu comer muito, admitindo a sorte em relação à sua genética, para além de comparar as noites passadas na sua habitação e no Benfica Campus, no Seixal, onde realçou as vantagens de poder estar o mais rápido possível "na área de trabalho".

"Bom garfo? Sou, sou. As pessoas ficam surpreendidas com o facto de um setubalense não gostar muito de peixe. Como, obviamente, mas não sou um apaixonado. Como muito e, como dizem as pessoas à minha volta, tenho a sorte de geneticamente ser como sou, caso contrário tinha problemas de obesidade. Como muito e depois treino pouco individualmente. Aquilo que faço no campo são uns quilómetros largos, mas são uns quilómetros ao meu ritmo. Já usei GPS uma vez para tentar perceber e é um esforço fantástico para um homem da minha idade, mas não é esforço de alguém que precisasse de perder peso. Como verdadeiramente muito e essa genética mantém os meus 79 quilos. Lembro-me que com 18 anos, quando fui à inspeção da tropa, tinha 70 quilos", revelou.

"A cama lá de casa é ultra confortável. Esta é só confortável. É confortável estar aqui, acordar e em dois minutos estar na área de trabalho. A azáfama começa cedo, mas é importante que comece a preparar aquele que vai ser o nosso dia. Tenho prazer em dormir em casa, quando a família está em Londres facilita estar com a outra família (...) Eu durmo tarde. Não durmo sem dar a volta pela família, sem o meu filme, um episódio de alguma série que esteja a seguir. De tudo um pouco, o mais relaxado possível. Quando o despertador toca, sofro. É um momento de sofrimento, ponho ali no limite, onde não vai dar para ficar mais um bocadinho", atirou ainda.

"Relativamente o treino, as coisas ficam organizadas no dia anterior. É um grupo ao nível profissional e humano fantástico. Não digo o melhor em 25 anos, porque seria ofensivo para outros grupos fantásticos. Não saímos sem tudo preparado. Gosto de ter a mão na massa, ver quem chega mais cedo ou mais tarde e organizar as coisas", rematou.

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Richard Ríos é, por esta altura, um dos nomes fortes do Benfica, dado o crescimento do seu rendimento desportivo desde a chegada de José Mourinho ao comando técnico, em setembro. Luis Júnior | 07:52 - 12/12/2025

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