Cotrim pede a eleitores para não se resignarem com "reino das segundas escolhas"
"Portugal tem vivido sobre o domínio do voto útil, que é o reino das segundas escolhas. É um voto que não exprime uma convicção, exprime um medo, um receio. E um país que vota sistematicamente por medo ou por receio acaba, inevitavelmente, com políticos e com políticas tímidas, prudentes, pouco transformadoras. Votar na segunda ou na terceira escolha é resignarmo-nos a esta mediocridade, que depois criticamos dia a dia", sustentou.
Durante um almoço-debate em Lisboa inserido no ciclo "Uma Presidência estratégica para o Portugal XXI", promovido pela CIP - Confederação Empresarial de Portugal, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal defendeu que a exigência pedida ao Estado e às empresas "deve existir também no momento do voto".
Para Cotrim, "a democracia madura é aquela em que os cidadãos votam na melhor escolha, não na escolha menos temida", alertou.
"A renovação da classe política só surgirá quando deixarmos de escolher o menos mau e começarmos a escolher o melhor para o país", reforçou.
De acordo com Cotrim Figueiredo, "ao longo dos últimos anos, o país habituou-se a resignar-se com aquilo que é possível e Portugal precisa de um Presidente da República que desafie o possível e recuse terminantemente a estagnação".
"Eu acho que Portugal tem as condições de ser um país muito mais próspero do que é hoje. Tem talento, tem estabilidade institucional, tem qualidade de vida, tem empresários de grande capacidade que estão aqui representados e tem empresas que são um caso notáveis de sucesso internacional, embora não muitas", enumerou.
O que falta há demasiado tempo, segundo o candidato, é "uma visão económica exigente que coloque produtividade, competitividade e inovação no centro" da agenda nacional.
"A minha candidatura faz isso. Assenta nos três pilares da cultura, do conhecimento e do crescimento económico, todas elas relacionadas", declarou, considerando que "sem riqueza não há liberdade verdadeira".
Cotrim Figueiredo disse querer devolver ambição aos portugueses, que, "sempre que são devidamente convocados a provar o seu valor, não tremem, nem falham".
"E dentro das competências presidenciais, a minha proposta para Portugal é simples: quero ser um Presidente que não substitui o Governo, mas que o desafia. Que não promete milagres, mas exige resultados. Que não aceita a resignação, mas incentiva a ambição. Que não teme mudança, mas prepara e convoca a mesma mudança", elencou.
Para o candidato, Portugal precisa de se modernizar, desafiando as empresas portuguesas a participar nessa mudança.
Na sessão de perguntas, o eurodeputado voltou a falar dos problemas da justiça, nomeadamente no impacto que a morosidade dos processos no domínio fiscal tem nas empresas, mas também da falta de escrutínio relativamente ao Ministério Público.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Além de Cotrim Figueiredo, às eleições presidenciais anunciaram, entre outros, as suas candidaturas André Ventura (com o apoio do Chega, António Filipe (com o apoio do PCP), António José Seguro (apoiado pelo PS), Catarina Martins (apoiada pelo BE), Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Luís Marques Mendes (com o apoio do PSD) e Henrique Gouveia e Melo.
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