Cotrim lança "movimento cívico". Presidenciais? "Não votarei Ventura"

Janeiro 24, 2026 - 02:00
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Cotrim lança "movimento cívico". Presidenciais? "Não votarei Ventura"

O ex-candidato presidencial João Cotrim Figueiredo anunciou, esta sexta-feira, o lançamento de um "movimento cívico". O anúncio surgiu menos de uma semana depois de ser derrotado na corrida a Belém, ficando à margem da 2.ª volta, que será disputada por António José Seguro e André Ventura.

 

"Vou lançar hoje um movimento, o Movimento 2031. Já se podem inscrever para um movimento que é um movimento cívico-político, apartidário. Não é um partido político, que fique claro", disse, em declarações na SIC Notícias.

O candidato que foi apoiado pela Iniciativa Liberal (IL) explicou que este movimento "pretende apenas que esses 900 mil votos que aderiram - e aderiram em massa - a uma forma de fazer política mais positiva, mais otimista, exigente e com mais ambição, não fiquem sem um sítio onde possam manter aquela energia e vontade de colaborar e participar."

Cotrim Figueiredo apontou ainda que o movimento está aberto "a todos os portugueses", vindos de qualquer partido. E salientou: "É um movimento apartidário, mas não é apolítico. Vamos tentar congregar vontades."

O antigo presidente da IL deu ainda como exemplo o caminho que fez com a sua candidatura a Belém, apontando que "não teve particulares recursos" e que esta foi uma candidatura que partiu de uma base eleitoral "baixa."

"Mas à custa apenas da sua positividade, alegria e da forma positiva como comunicávamos, atraiu esta gente toda: do Partido Socialista até ao Chega", atirou.

"Não vou certamente votar em André Ventura"

Quanto à 2.ª volta das Presidenciais, Cotrim Figueiredo foi questionado sobre um possível apoio ou endosso, que fez questão de distinguir, garantido que o "endosso está fora de questão." Mas, perante a insistência acerca do regresso às urnas a 8 de fevereiro, Cotrim garantiu: "Não vou certamente votar André Ventura."

"A escolha é, de facto, péssima para os portugueses, entre alguém que quer que Portugal esteja parado e alguém que quer que Portugal ande para trás", considerou.

Perante outras opções, nomeadamente, o voto em branco ou no candidato António José Seguro, Cotrim não foi tão assertivo como foi quanto a Ventura, deixando no ar se vai votar em branco ou optar por António José Seguro, que, a seu ver "não fará reformas."

Ainda em termos de política nacional, Cotrim Figueiredo salientou que não pensa na possibilidade de voltar na liderança da IL, "que está bem entregue", com Mariana Leitão. "Não acredito em voltar aos sítios onde já se esteve e onde já se foi feliz", acrescentou, deixando claro que "não faz sentido" ter a função de presidente do partido novamente.

Já confrontado com uma possível segunda candidatura a Belém, daqui a cinco anos, disse: "Já pensei que este capital não pode ser disfarçado. Mas fazer planos na política daqui a cinco anos não me parece muito sensato. Não vou dizer que não, mas também não estou certamente a dizer que sim."

Sobre a denúncia por parte de uma ex-assessora do grupo parlamentar da IL de assédio sexual contra Cotrim Figueiredo, que marcou a campanha eleitoral, o eurodeputado referiu na entrevista que prefere falar sobre o tema em tribunal quando for o momento.

"Espero que o destaque que foi dado à acusação seja igual à decisão do tribunal", apontou.

[Notícia atualizada às 23h05]

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