Cotrim Figueiredo assume: "Candidato-me para poder votar em mim próprio"

Novembro 12, 2025 - 12:00
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Cotrim Figueiredo assume: "Candidato-me para poder votar em mim próprio"

O antigo líder da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim de Figueiredo, confessou ter entrado na corrida a Belém "para poder votar em [si] próprio", ao mesmo tempo que considerou preencher o "espaço dos candidatos que não sejam cinzentos".

 

"Havia muita gente, um eleitorado vasto, que não se sentia representado em nenhum dos candidatos. Portanto, aquele eleitorado que tem mais vontade de fazer coisas, que está mais frustrado com a incapacidade do sistema político de resolver os reais problemas das pessoas. […] Comecei por mim próprio, para ser franco: ‘Eh pá, não sei em quem é que vou votar’. Sei que é um bocado estúpido dizer, mas candidato-me para poder votar em mim próprio. Mas não me enganei", disse o eurodeputado, em declarações à Antena 1.

Cotrim de Figueiredo propôs-se, nessa linha, a preencher o "espaço dos candidatos que não sejam cinzentos", tendo considerado que alguns dos seus adversários "não estão interessados [ou] capacitados para discutir os temas cabeludos que Portugal vai ter de enfrentar".

O liberal assumiu ainda concordar com o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que alertou que "já não vale a pena haver mais cálculos eleitorais" e "perder tempo com preocupações distributivas", uma vez que "chegou o fim das margens de manobra que permitem ir adiando decisões importantes", durante a sua intervenção no Congresso Internacional do Cooperativismo, em Lisboa, no final de outubro.

"Infelizmente, tenho de estar de acordo com a análise de Pedro Passos Coelho na sua globalidade, e a grande evidência que tenho para esta opinião é o orçamento para 2026. Está feito para não levantar ondas, foi muito elogiado o facto de não haver os chamados cavaleiros orçamentais [...] mas, na verdade, não está lá nada", disse.

"Se a ministra da Saúde está a falhar, o primeiro-ministro também está"

O almirante Henrique Gouveia e Melo considerou que, "se a ministra da Saúde está a falhar, o primeiro-ministro também está a falhar", tendo em conta as recentes polémicas que têm assolado o setor. Daniela Filipe | 10:20 - 05/11/2025

Cotrim de Figueiredo assumiu, por isso, sentir saudades do Partido Social Democrata (PSD) do passado, "que já foi bastante mais reformista".

"Gostaria que voltasse a ser [reformista] e que não se preocupasse tanto com a eleição seguinte ou com clientelas eleitorais", complementou.

O candidato à Presidência da República indicou ainda que, se ocupasse esse pelouro durante as crises que se abateram sobre os governos de António Costa, não teria tomado as mesmas decisões que Marcelo Rebelo de Sousa.

"Com uma maioria absoluta no Parlamento não teria dissolvido o Parlamento, mas também teria, confesso, feito conversas e tentado dissuadir o Partido Socialista (PS) de apresentar o nome de Mário Centeno como alternativa a António Costa, porque acho que Mário Centeno deu provas, na sua transição direta do Ministério das Finanças para o Banco de Portugal, e mesmo na forma como, depois, saiu do Banco de Portugal, de não ter o perfil e a idoneidade para ser primeiro-ministro", acusou.

E resumiu: "É do Parlamento que emana o Governo, e, portanto, se o Parlamento não muda, o Governo e o seu primeiro-ministro só devem mudar em casos muito excecionais."

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