Cotrim critica "eleição pré-combinada" entre PS e PSD para as CCDR

Dezembro 23, 2025 - 17:00
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Cotrim critica "eleição pré-combinada" entre PS e PSD para as CCDR

"Soube-se há dias que houve um entendimento entre PS e PSD para distribuição das presidências das CCDR, quando as CCDR são eleitas pelos autarcas das respetivas regiões. É uma eleição pré-combinada à partida entre os dois maiores partidos", afirmou o candidato a Presidente da República e eurodeputado da IL.

 

Em declarações aos jornalistas após uma visita ao Mercado de Vila Real, João Cotrim Figueiredo considerou que "estão neste momento a combinar, nos estados-maiores de dois grandes partidos que mandam no regime há décadas, quem é que vai mandar nas regiões".

"Sendo que as próprias regiões estão a encher-se de poderes, tornando cada vez mais difícil a adoção de qualquer outro mapa que não seja este atual mapa das CCDR, que em minha modesta opinião não é o mapa ideal onde basear uma regionalização", defendeu.

O antigo líder da IL considerou que "mais importante do que discutir a palavra regionalização, é discutir o seu conteúdo", e pediu "consenso, quer político, quer técnico, sobre as competências que passam efetivamente e sobre o mapa das regiões".

"A regionalização só faz sentido se aproximar a decisão das pessoas e dos problemas reais das pessoas. Enquanto temos mapas desenhados nas regiões que incluem litoral e interior e realidades muito diferentes acabamos por derrotar o objetivo principal da regionalização", sustentou o candidato a Presidente da República.

Cotrim Figueiredo considerou também que o Presidente da República tem a obrigação "de dar a conhecer, de fazer notar, dar destaque a muitas coisas de muita qualidade que se fazem nas regiões do interior, nas várias áreas da vida nacional".

"Acho que um Presidente da República que tenha uma visão integrada e homogénea do país tem a obrigação de saber reconhecer essas coisas boas e dar-lhes destaque", acrescentou.

Questionado também sobre o debate de segunda-feira entre os candidatos Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, Cotrim considerou que a "influência dos negócios na vida dos candidatos" é uma questão que "não devia ocupar tanto espaço na campanha" das presidenciais de janeiro, e "já devia estar esclarecida".

Sobre outro candidato, João Cotrim Figueiredo não quis comentar a decisão do tribunal que obriga André Ventura a retirar todos os cartazes da campanha presidencial que visam a comunidade cigana.

As eleições indiretas para a presidência das CCDR estão marcadas para 12 de janeiro, sendo que o prazo para apresentação de candidaturas ao cargo termina hoje, às 23:59.

De acordo com o jornal Expresso, há um acordo entre o PSD e o PS para dividir as presidências das CCDR a nível nacional, com o PSD a ficar com o Norte e Centro e o PS com Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Desde 2020 que cabe aos autarcas a eleição, através de colégios eleitorais regionais, eleger os cinco presidentes das CCDR, que eram até então eram nomeados pelo Governo.

De acordo com a Lei Orgânica daqueles organismos, o presidente é eleito pelos presidentes de câmara, presidentes das assembleias municipais, vereadores eleitos e deputados municipais, incluindo os presidentes das juntas de freguesia.

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