Corina Machado denuncia chavismo por manter presos políticos na prisão
Ao sair de uma reunião com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, a opositora venezuelana declarou à imprensa que as autoridades de Caracas "anunciam que vão libertar alguém e isso não acontece".
"É uma tortura diária para as famílias que aguardam a libertação dos seus entes queridos", sublinhou a Nobel da Paz 2025.
As palavras de Corina Machado surgem numa altura em que, em Caracas, a organização não-governamental venezuelana Comité pela Liberdade dos Presos Políticos exigiu hoje ao Ministério Público informações sobre pelo menos 200 detidos por razões políticas no país, cujo local de detenção, segundo os seus registos, é desconhecido.
"Nesta ocasião voltamos para pedir respostas sobre os desaparecidos, ou seja, pessoas que se encontram neste momento detidas ou sob alguma forma de detenção que pode constituir desaparecimento forçado", afirmou o ativista Diego Casanova, à porta do Ministério Público, onde dezenas de familiares dos detidos realizaram um protesto.
Casanova assegurou que os agentes da polícia negam informações aos familiares sobre o paradeiro dos presos, que, explicou, foram detidos em casa ou na via pública.
Perante esta situação, três manifestantes, entre os quais Casanova, entraram nas instalações do Ministério Público para entregar um documento no qual exigem um relatório oficial.
Posteriormente, os manifestantes ali concentrados foram afastados da entrada do edifício e conduzidos para o passeio em frente, sob custódia de cerca de 20 agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB).
Segundo a organização não-governamental Foro Penal, a Venezuela mantém atualmente 777 presos políticos, após um processo de libertações anunciado pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, poucos dias depois de os Estados Unidos terem capturado o líder venezuelano Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, a 03 de janeiro, em Caracas.
Num vídeo publicado na rede social Instagram, o líder do Foro Penal, Alfredo Romero, indicou ainda que a organização registou 143 libertações de presos políticos desde 08 de janeiro até 19:30 locais de segunda-feira (23:30 em Lisboa).
Nicolás Maduro, que sucedeu a Hugo Chávez na presidência venezuelana após a morte do homem que criou o "chavismo", em 2013, está detido nos Estados Unidos sob a acusação de branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de droga.
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