Convocadas várias manifestações contra ação militar dos EUA na Venezuela
"Temos de sair à rua e dizer não a mais uma guerra sem fim. As pessoas neste país não querem outra guerra. Uma guerra dos Estados Unidos causaria morte e destruição na Venezuela", afirmou a coligação ANSWER, um dos grupos que estão a organizar ações de protesto, citada pela agência Europa Press.
Os protestos estão marcados para cidades como Nova Iorque, Chicago e Washington, incluindo concentrações junto à Casa Branca, câmaras municipais e capitólios estaduais.
Segundo os organizadores, mais de 70% dos norte-americanos opõem-se a uma nova guerra.
No plano institucional, a oposição no Senado anunciou a apresentação de uma resolução bipartidária sobre os poderes de guerra, destinada a impedir futuras ações militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso.
A iniciativa é subscrita pelo líder democrata no Senado, Chuck Schumer, pelos senadores Tim Kaine e Adam Schiff, do Partido Democrata, e por Rand Paul, do Partido Republicano, sendo necessários mais três votos republicanos para a sua aprovação.
"Não deve haver uma guerra com a Venezuela sem uma autorização clara do Congresso, e haverá uma votação na próxima semana", afirmou Tim Kaine, em comunicado.
Por sua vez, Adam Schiff advertiu que a atuação do Presidente Donald Trump poderá mergulhar a região no "caos".
Os Estados Unidos lançaram hoje "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano horas depois do ataque contra Caracas, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. Trump admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos da América poderá ter "implicações preocupantes" para a região.
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