"Comparar Noronha Lopes com Vale e Azevedo é um atentado quase criminoso"
Manuel Tinoco de Faria, antigo dirigente do Benfica na direção de Manuel Vilarinho, escreveu, esta sexta-feira, uma carta aberta aos sócios e adeptos do clube da Luz, horas antes da segunda volta das eleições para a presidência do emblema encarnado.
Numa longa nota, o vice-presidente na direção que foi liderada por Manuel Vilarinho, entre 2000 e 2003, sublinhou que a campanha que colocou Rui Costa e João Noronha Lopes "foi dura, apaixonada e vibrante, com alguns excessos de linguagem." Tinoco de Faria, que há algumas semanas declarou apoio ao gestor, apontou o dedo aos ataque que foram perpetrados contra o candidato de 59 anos na corrida ao cargo de presidente dos encarnados
"Também se caracterizou por ataques à personalidade e ao comportamento do candidato João Noronha Lopes que só posso considerar como soezes e difamatórios. O João Noronha Lopes foi acusado, primeiro, de ter votado contra a construção do estádio; depois, de ser o Vale e Azevedo dois; e, finalmente, de só ter estado 58 dias na direção do Dr. Vilarinho", começou por escrever Tinoco de Faria.
"Quanto à construção do estádio, a verdade é que todos nós ponderamos sobre a viabilidade de tal empreendimento face à situação dramática das finanças do SL Benfica, deixadas exangues por esse presidente de má memória que nos antecedeu. Tudo visto e ponderado, porém, acabámos todos de forma solidária a construção do estádio", prosseguiu, criticando as comparações que foram feitas entre Noronha Lopes e Vale e Azevedo.
"A comparação do João Noronha Lopes com Vale e Azevedo é um atentado quase criminoso à pessoa de um Homem sério, de passado irrepreensível, com uma vida de trabalho atrás de si. Tal difamação, que terá feito caminho junto de alguns sócios, é manifestação de uma campanha insidiosa que importa denunciar e combater", argumentou Tinoco de Faria.
O antigo dirigente do clube da Luz falou ainda do momento em que João Noronha Lopes tomou posse na direção de Manuel Vilarinho e recordou o trajeto do gestor nos encarnados.
"João Noronha Lopes tomou posse comigo, como vice-presidente suplente, sendo certo que por decisão do Dr. Vilarinho e porque todos éramos poucos para fazer frente às enormes que encontrámos, o João Noronha Lopes passou imediatamente a trabalhar e a ajudar-me, enquanto vice-presidente da área jurídica, num conjunto de dossiers, designadamente na preparação da operação de aumento de capital a que nos propusemos. É que o SL Benfica nesse tempo não tinha, como hoje, vários e ilustres advogados externos. Éramos nós quem assegurava a defesa dos interesses do SL Benfica e o João participou nessas tarefas diariamente. Veio a renunciar ao cargo cerca de um ano depois por força de uma oportunidade profissional que não podia enjeitar e que todos nós, com pena, compreendemos", ressalvou Tinoco de Faria.
"Este meu depoimento tem por único objetivo contribuir para que numa eleição tão importante como a que amanhã terá lugar os sócios do SL Benfica votem em sã consciência e não estimulados por mentiras ou meias verdades", finalizou.
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