Cinco universitários baleados pelo exército israelita na Cisjordânia
A organização declarou que cinco universitários foram baleados, outros quatro ficaram feridos por inalação de gás lacrimogéneo e dois devido a quedas, elevando o número total para 11 feridos.
O Crescente Vermelho prestou os primeiros socorros aos estudantes feridos, que foram posteriormente levados para um hospital próximo. Este último episódio de violência na Cisjordânia ocupada representa uma escalada nos ataques desde o início da guerra na Faixa de Gaza.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) entraram no campus da universidade - a mais prestigiada da Palestina e em vários rankings académicos internacionais - e utilizaram gás lacrimogéneo, granadas de atordoamento e munições reais enquanto os estudantes se dispersavam apressadamente.
Os universitários estavam a realizar um protesto pacífico sobre a situação dos prisioneiros palestinianos e a assistir um filme sobre o assassinato de Hind Rajab, uma menina de seis anos de Gaza, quando o exército israelita chegou, segundo várias fontes da universidade que falaram à agência de notícias EFE.
"Quando parecia que as Forças de Defesa de Israel (IDF) tinham deixado o campus, regressaram, semeando ainda mais terror e caos entre os estudantes (...). Nunca tinham entrado no campus com tamanha brutalidade, especialmente durante o horário de aulas", referiram as mesmas fontes.
Contactado pela EFE, as FDI ainda não se pronunciaram sobre o assunto.
"Apelamos às organizações internacionais para que intervenham e ponham fim à crise na universidade e no sistema de ensino superior na Palestina", declarou o reitor da universidade, Talal Shahwan, numa conferência de imprensa.
O ano de 2025 foi o mais mortífero e destrutivo para a população palestiniana desde 1967 - quando Israel ocupou a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental - concluiu um relatório publicado em dezembro pela Plataforma, uma coligação de 12 organizações israelitas de defesa dos direitos humanos.
"Entre 2023 e 2024, foram registados cerca de 1.200 incidentes de violência por parte de colonos. Em 2025, a situação escalou para uma expulsão em massa: 44 comunidades de pastores palestinianos foram completamente deslocadas e outras 10 parcialmente expulsas, afetando 2.932 pessoas, incluindo 1.326 crianças", afirmou o relatório, embora os seus dados já estejam agora desatualizados.
Além disso, o exército israelita matou 982 palestinianos, incluindo mais de 200 menores, na Cisjordânia ocupada desde 07 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, e outros 21 foram mortos por colonos, de acordo com um relatório também divulgado em dezembro pela ONG israelita B'Tselem.
Também hoje, o Crescente Vermelho Palestiniano tratou mais dois palestinianos com ferimentos causados por munição real, um na perna e outro na mão, durante um ataque israelita em Arab al-Rashayda, na província de Belém.
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