China, Palestina e Hamas rejeitam reconhecimento de Somalilândia por Israel
Em comunicado, a Embaixada da China na Somália afirmou que o seu embaixador, Wang Yu, teve uma "conversa urgente" com o ministro somali dos Negócios Estrangeiros, Abdisalam Ali, sublinhando o "firme apoio de Pequim à soberania, à unidade nacional e à integridade territorial da Somália" e a oposição conjunta ao separatismo.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano afirmou, por sua vez, que o reconhecimento israelita "menospreza a soberania da Somália" e alertou que Israel poderá estar a tentar encontrar um destino para expulsar os palestinianos, recordando as conversas secretas com autoridades africanas sobre a deslocação da população de Gaza.
O grupo islamita Hamas classificou o reconhecimento da Somalilândia como um "precedente perigoso" e uma "tentativa desesperada de uma entidade fascista que ocupa o território palestiniano, de obter uma falsa legitimidade", acusando Israel de isolamento internacional, devido aos crimes cometidos em Gaza, e reafirmando a sua total rejeição a qualquer plano de reassentamento forçado de palestinianos, incluindo na Somalilândia.
A Somalilândia, que foi um protetorado britânico até 1960, declarou unilateralmente a sua independência em 1991, possui constituição, moeda e governo próprios, mas não é reconhecida internacionalmente.
A região declarou a separação após a queda do ditador somali Mohamed Siad Barre, e busca desde então apoio internacional à sua independência.
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