Chega Madeira diz que Estado deve ter "posição firme" sobre Venezuela
"O Chega Madeira reafirma a sua condenação inequívoca do regime venezuelano e alerta para a necessidade de uma posição firme do Estado português, exigindo estabilidade, respeito pelos direitos humanos e proteção efetiva da comunidade portuguesa e lusodescendente", lê-se no comunicado divulgado por este partido da oposição no arquipélago.
O líder do Chega/Madeira, Miguel Castro, citado no documento, manifesta profunda preocupação com os ataques na Venezuela, considerando que "agravam ainda mais um clima de instabilidade, insegurança e medo vivido diariamente pela população civil", sobretudo para a grande comunidade madeirense residente naquele país.
Para o também líder parlamentar deste partido na Assembleia Legislativa da Madeira estes acontecimentos demonstram que "a Venezuela é hoje um país sem normalidade institucional, refém de um regime autoritário que governa pela força e pela repressão".
O responsável da estrutura regional do Chega refere que esta situação afeta de forma "particularmente grave a comunidade portuguesa e lusodescendente, com especial destaque para os descendentes de madeirenses, muitos dos quais continuam a viver, trabalhar e investir na Venezuela, apesar das enormes dificuldades e riscos".
"Quando um país chega ao ponto de assistir, quase diariamente, a episódios de violência e instabilidade como os de hoje, fica claro que o problema não vem de fora, vem de dentro", afirma.
Miguel Castro responsabiliza o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro -- que foi hoje capturado - pela atual situação que, no seu entender, "fez da Venezuela um estado capturado, onde a violência, o colapso económico e a ausência de liberdade são consequências diretas de um poder que se recusa a devolver a soberania ao povo".
Para Castro, "não se trata de criticar atores externos, mas sim de denunciar quem, internamente, mantém o país num permanente estado de tensão e conflito".
Também afirma que "os madeirenses e os seus descendentes não podem continuar a ser ignorados", enfatizando que muitas famílias vivem num clima de medo e insegurança por parte de "um regime que prefere manter-se no poder do que garantir paz e dignidade ao seu povo".
O parlamentar madeirense assegura que o partido vai continuar a "denunciar a realidade venezuelana sem ambiguidades ideológicas, assumindo-se como a voz dos madeirenses e dos seus descendentes que hoje vivem sob um regime que fez da instabilidade e do medo a sua forma de governação".
O Pesidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.
Leia Também: Venezuela, "captura" e julgamento de Maduro nos EUA: O vídeo do ataque
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