Centenas manifestam-se junto a prisão onde está Maduro: "Contra a guerra"
Centenas de pessoas protestaram, este domingo, contra o ataque dos Estados Unidos na Venezuela, junto ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC, sigla em inglês), onde se encontram detidos Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores.
"Estamos aqui para dizer que somos contra a guerra e contra esta ação militar unilateral", referiu um dos manifestantes ao correspondente da Sky News, em Nova Iorque.
Veja a galeria acima.
Nicolás Maduro e Cilia Flores, sublinhe-se, serão ouvidos em tribunal na segunda-feira, dia 5 de janeiro. A audiência está marcada para as 12h00 locais (17h00, em Lisboa).
De recordar que, após terem sido capturados na sua residência oficial, Nicolás Maduro e a mulher foram levados para Guantánamo a bordo do navio de guerra norte-americano USS Iwo Jima.
O casal acabou por aterrar em Nova Iorque já ao final da tarde de sábado. À chegada do avião militar Boeing 757 ao aeroporto internacional Stewart, dezenas de agentes de distintas agências federais norte-americanas, como do FBI (gabinete federal de investigação) ou da DEA (administração de controlo de drogas), entraram no avião.
Prisão onde está Maduro já teve como reclusos Epstein e P. Diddy
O Centro de Detenção Metropolitano é uma das maiores prisões federais dos Estados Unidos, tendo capacidade para cerca de 1.600 reclusos. De acordo com o The New York Times, há reclusos que enfrentam acusações graves, como narcotráfico ou terrorismo, mas a maioria responde por crimes menores.
É nesta prisão que grande parte dos reclusos aguarda os julgamentos que acontecem nos tribunais federais de Manhattan ou de Brooklyn.
Neste centro de detenção já estiveram nomes como Jeffrey Epstein e a sua companheira, Ghislaine Maxwell, Sean "Diddy" Combs (também conhecido como P. Diddy) e o cantor R. Kelly.
Atualmente, entre os detidos estão Luigi Mangione, que é acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthCare, e Ismael "El Mayo" Zambada Garcia, um traficante mexicano e líder da organização criminosa Cartel de Sinaloa.
Venezuela "invulgarmente tranquila" após queda de Maduro
Uma reportagem da agência Associated Press, (AP), em Caracas, retrata a capital da Venezuela "invulgarmente tranquila neste domingo", com poucos veículos a circular e a maioria dos postos de gasolina e estabelecimentos comerciais fechados.
Um dia depois de o ataque dos Estados Unidos ter capturado o Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, as ruas "normalmente cheias de corredores e ciclistas estavam praticamente desertas, e o palácio presidencial da Venezuela era guardado por civis armados e militares", descreve a AP.
Um cenário diferente do vivido no sábado na cidade, onde "se formavam filas em lojas e postos de gasolina" e venezuelanos "apreensivos armazenavam mantimentos" para o caso de a violência eclodir.
Qual é a sua reação?
Gosto
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Zangado
0
Triste
0
Wow
0


