CDS diz que Costa meteu férias após fogos de 2017, PS fala em "calúnia"

Fevereiro 19, 2026 - 21:00
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CDS diz que Costa meteu férias após fogos de 2017, PS fala em "calúnia"

No debate quinzenal, no parlamento, Paulo Núncio fez esta referência aos incêndios florestais de 2017 para estabelecer um contraste entre a atuação do primeiro-ministro, Luís Montenegro, perante os efeitos da recente vaga de tempestades, e a que nessa altura foi protagonizada pelo atual presidente do Conselho Europeu, António Costa.

 

"Três semanas depois das tempestades não consta que [Luís Montenegro] tenha metido férias, como fez o ex-primeiro-ministro António Costa uma semana depois do incêndio de Pedrógão, onde morreram 66 pessoas", declarou, ouvindo-se logo a seguir veementes protestos provenientes da bancada do PS e gritos de "calúnia".

Paulo Núncio prosseguiu, dirigindo-se à bancada socialista: "Tenham vergonha senhores deputados do PS, tenham vergonha".

Depois, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias requereu uma interpelação à Mesa da Assembleia da República para contrapor que há provas de que António Costa, em 17 de junho de 2017, dia em que deflagrou o incêndio de Pedrógão Grande, esteve na Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Carnaxide.

No dia seguinte, segundo Eurico Brilhante Dias, António Costa esteve em Pedrógão Grande.

Paulo Núncio, porém, defende a tese de que os incêndios em Pedrógão apenas terminaram no dia 25 de junho de 2017. E que uma semana depois, em 01 de julho de 2017, o ex-primeiro-ministro entrou de férias.

Na sua intervenção, o líder parlamentar do CDS também defendeu a ação das Forças Armadas na resposta às intempéries.

"Permitam-me um reconhecimento especial às nossas Forças Armadas, cujo papel tem sido destruído por informação manifestamente enganadora. Se há instituição em Portugal que não vive de insinuações e que sabe bem o que é cumprir missões, essa instituição é a instituição militar", declarou.

Neste contexto, Paulo Núncio exigiu "respeito pelas Forças Armadas e pelos milhares de militares que estão no terreno a apoiar as populações".

"Os militares estão desde o primeiro momento, onde sempre estiveram: Ao lado dos portugueses", acrescentou.

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