Cazaquistão diz ser "lógico" juntar-se a Acordos de Abraão lançados por Trump
"A nossa futura inclusão nos Acordos de Abraão constitui uma continuação natural e lógica da trajetória da política externa do Cazaquistão, baseada no diálogo, respeito mútuo e estabilidade regional", afirmou o governo deste país da Ásia Central num comunicado divulgado pela sua embaixada nos Estados Unidos.
O Cazaquistão, que já mantém relações diplomáticas com Israel, participa hoje, juntamente com outros Estados da Ásia Central, numa cimeira na Casa Branca com Donald Trump.
Um alto responsável americano não especificou a que exatamente o Cazaquistão se comprometia com esta decisão.
O processo dos Acordos de Abraão é uma prioridade diplomática do Presidente dos EUA, Donald Trump.
"Muita gente está a aderir aos Acordos de Abraão e espero que em breve possamos ter a Arábia Saudita", que não mantém relações diplomáticas com Israel, declarou o presidente americano na quarta-feira.
Trump também pressionou a Síria, cujo presidente, Ahmad al-Chareh, será recebido na Casa Branca na segunda-feira, para que se junte a esta iniciativa diplomática.
Em 2020, os Acordos de Abraão levaram à normalização das relações entre Israel e países árabes: Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão.
Mas muitos Estados recusaram-se até agora a juntar-se a este processo, especialmente a Arábia Saudita, assim como a Síria e o Líbano, vizinhos de Israel.
Com a guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do movimento islâmico palestiniano Hamas contra Israel a 07 de outubro de 2023, Riade afastou qualquer normalização das relações com Israel sem a criação de um Estado palestiniano soberano e viável, projeto ao qual se opõe o governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
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