Catarina Martins pede condenação inequívoca de ataque dos EUA à Venezuela
"Portugal não precisa de ficar à espera da Europa para condenar uma operação que viola o direito internacional e que aumenta o risco de guerra global", defendeu a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda.
Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao mercado de Olhão, Catarina Martins começou por expressar solidariedade com a população da Venezuela e preocupação, em particular, com a comunidade portuguesa, defendendo a necessidade de assegurar "que todos os meios estão a ser usados" para a sua salvaguarda.
Por outro lado, acrescentou que, enquanto Presidente da República, a sua segunda palavra sobre o ataque realizado hoje pelos Estados Unidos em Caracas seria de "condenação inequívoca".
"Assim como nós não aceitamos que Vladimir Putin diga que vai fazer uma operação especial porque quer ficar com riquezas da Ucrânia, também não podemos aceitar que Donald Trump diga que quer ficar com o petróleo da Venezuela e, por isso, entra pelo país adentro. Isto é semear a guerra global", sublinhou.
Afirmando que já passaram "bastantes horas", a candidata disse esperar, em breve, "uma posição clara de condenação" tanto de Portugal, como da União Europeia.
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
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