Catarina Martins exige soluções para a Saúde e Educação em Portugal

Dezembro 9, 2025 - 18:00
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Catarina Martins exige soluções para a Saúde e Educação em Portugal

Em declarações à comunicação social à margem da sua intervenção num debate organizado pela Frente Cívica sobre "O papel do Presidente da República no combate à corrupção", a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda mostrou-se preocupada com a atuação do Governo em torno de matérias como a Saúde e a Educação.

 

"Isto é dramático. Temos um Governo que está sistematicamente a recusar ver os problemas que o país tem. Reparem, nós temos o Governo a querer debater um pacote laboral que vai tornar a vida de toda a gente que trabalha mais difícil e não tem uma ideia sobre a escola e as crianças que estão mais vulneráveis. Não tem uma ideia sobre o acesso à saúde e os tempos de espera que estão impossíveis", afirmou.

E prosseguiu: "se há alguma coisa que eu posso contribuir, tanto nesta campanha presidencial como enquanto Presidente da República, é neste apelo e nesta exigência para que o Governo e o parlamento trabalhem sobre o que realmente preocupa as pessoas e arranjem menos desculpas e mais soluções".

"Até porque precisamos de compreender que quem trabalha nos hospitais neste momento está a fazer milagres todos os dias numa situação impossível, como quem trabalha nas escolas também", acrescentou Catarina Martins.

Sobre as conclusões do relatório do estado da Educação, hoje conhecido e que dá conta que os alunos estrangeiros e carenciados são os que sofrem mais com as desigualdades, a candidata insistiu na premência de se ter "uma escola forte para toda a gente".

"Hoje é o dia em que temos de reconhecer, um: o trabalho extraordinário que fazem os professores e todos os trabalhadores da escola, porque com tantas dificuldades, ainda assim, a escola em Portugal está a funcionar. Dois: É preciso muito mais investimento para dar acesso à escola a toda a gente e num país em que as questões como a integração são tão importantes, ter apoio nas escolas e apoio sobre a língua nas escolas é fundamental".

Considerando que as conclusões do relatório apenas surpreendem que andou "desatento", Catarina Martins recordou: "ando há muitos anos a dizer que faltam professores na escola, que faltam técnicos na escola que apoiem o trabalho docente e que apoiam as aprendizagens".

"Foram feitas promessas sucessivas aos professores para resolver esse problema, que não tem impacto, que não estão a chegar a quem precisa e, portanto, nós continuamos com milhares de alunos sem aulas, por um lado, e por outro lado, os alunos mais vulneráveis naturalmente sofrem mais porque são aqueles que precisavam de mais apoio", disse.

Questionada se os candidatos da Esquerda não estão a correr um grande risco ao não procurarem entendimentos no momento em que as sondagens persistem em apontar a presença de candidaturas da Direita na segunda volta, Catarina Martins respondeu falando em mobilização e disse estar "contente" porque sente que a sua campanha "está a crescer".

"Entregarei as assinaturas amanhã [quarta-feira] e acho que isso é um caminho importante para se debater o que é preciso em Portugal. Porque o pior que pode acontecer à democracia são as pessoas que acreditam na decência, que acreditam que nós enquanto país podemos fazer melhor, não irem sequer votar nas presidenciais porque não ouvem ninguém a falar do que os preocupa, seja do seu salário, da renda da sua casa ou da fatura do supermercado ou da farmácia", acrescentou.

E concluiu: "aqui estou para dizer que vai haver uma Presidente da República que se preocupa com a vida das pessoas".

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